Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Em cima da hora.
A situação de emergência de saúde decretada pelo governo de Pernambuco na terça (20), por causa da superlotação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e pediátrica, acendeu o alerta diante do aumento de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) no estado.
Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, da TV
Globo, nesta quinta (22), a pediatra e infectologista Regina Coeli
explicou os sintomas dessa síndrome e o que pode levar uma criança à
emergência
Quais são os sintomas da Srag?
De acordo com a infectologista, além dos sintomas gripais, como coriza e tosse, o que ajuda a caracterizar a Síndrome Respiratória Aguda Grave é o cansaço para respirar e a baixa de saturação de oxigênio.
Por que os casos aumentam no inverno?
Segundo a médica, por causa da sazonalidade do período, as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas, por causa da chuva e do frio, em locais como shoppings, o que aumenta a compartilhamento viral.
Por que as crianças são mais vulneráveis?
"As crianças não têm as etiquetas respiratórias que praticamos, como espirrar e tossir no lencinho", disse a pediatra.
Regina Coeli também afirmou que a criança alérgica ou asmática pode apresentar uma piora com mais facilidade.
Quando levar a criança para o hospital?
A médica explicou que:
Se a febre persistir e a pessoa apresentar uma dificuldade para respirar, é necessário levar à emergência;
No caso de crianças asmáticas e alérgicas, é necessário ter um cuidado maior e levar ao pediatra assim que surgirem os primeiros sintomas.
O que acontece se a síndrome piorar?
"O vírus não necessariamente vai causar uma infecção bacteriana, mas o portador fica vulnerável a isso", afirmou Regina. Entre as complicações citadas pela infectologista, estão otite e pneumonia.
FONTE: G1.