Publicada em 23/06/2023 às 10h23.
Decreto de emergência em PE: entenda a síndrome respiratória aguda grave que deixa lotadas UTIs pediátricas e causa filas por vagas
Segundo o governo, mais de 2 mil casos e 30 mortes foram registrados entre menores de 10 anos neste ano no estado. Pediatra tirou dúvidas sobre a Srag.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Em cima da hora.


A situação de emergência de saúde decretada pelo governo de Pernambuco na terça (20), por causa da superlotação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e pediátrica, acendeu o alerta diante do aumento de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) no estado.


Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, da TV Globo, nesta quinta (22), a pediatra e infectologista Regina Coeli explicou os sintomas dessa síndrome e o que pode levar uma criança à emergência 

 

Quais são os sintomas da Srag?


De acordo com a infectologista, além dos sintomas gripais, como coriza e tosse, o que ajuda a caracterizar a Síndrome Respiratória Aguda Grave é o cansaço para respirar e a baixa de saturação de oxigênio.


Por que os casos aumentam no inverno?


Segundo a médica, por causa da sazonalidade do período, as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas, por causa da chuva e do frio, em locais como shoppings, o que aumenta a compartilhamento viral.


Por que as crianças são mais vulneráveis?


"As crianças não têm as etiquetas respiratórias que praticamos, como espirrar e tossir no lencinho", disse a pediatra.


Regina Coeli também afirmou que a criança alérgica ou asmática pode apresentar uma piora com mais facilidade.


Quando levar a criança para o hospital?


A médica explicou que:


Se a febre persistir e a pessoa apresentar uma dificuldade para respirar, é necessário levar à emergência;


 No caso de crianças asmáticas e alérgicas, é necessário ter um cuidado maior e levar ao pediatra assim que surgirem os primeiros sintomas.


O que acontece se a síndrome piorar?


"O vírus não necessariamente vai causar uma infecção bacteriana, mas o portador fica vulnerável a isso", afirmou Regina. Entre as complicações citadas pela infectologista, estão otite e pneumonia.



FONTE: G1. 

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