Publicada em 03/07/2023 às 08h15.
Pernambuco recebe mais de 11 mil insulinas de ação rápida para pacientes com diabetes tipo 1
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, medicamentos serão distribuídos para 3,5 mil pessoas em julho nas Farmácias do Estado.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: jc.ne10.uol.com.br. 


A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou que recebeu do Ministério da Saúde uma remessa de 11.040 canetas de insulina análoga de ação rápida, em canetas, para pacientes diagnosticados com diabetes mellitus tipo 1. Segundo a instituição, ao longo deste mês, o medicamento será distribuído para 3,5 mil pessoas nas unidades da Farmácia de Pernambuco.


Desde o início do ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrava uma baixa nos estoques de insulina de ação rápida, correndo um risco de desabastecimento. Em maio, durante visita a Goiana, na Zona da Mata Norte do estado, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, confirmou que fez uma compra emergencial dessas medicações.


De acordo com a SES-PE, os produtos estarão disponíveis a partir de segunda (3) na Farmácia Metropolitana, localizada no bairro da Boa Vista, Centro do Recife.


A secretaria informou ainda que a direção da unidade está finalizando o plano de logística para encaminhar os medicamentos às regiões do estado. A lista dos locais onde há farmácias do estado pode ser consultada na internet.


Falta de insulina no SUS


A insulina de ação rápida foi incorporada no SUS em fevereiro de 2017. Mas os pregões realizados em agosto de 2022 e fevereiro de 2023 não tiveram sucesso e as compras não foram realizadas.


As empresas participantes alegavam que o preço de referência para o produto estava defasado e não conseguiam vendê-las pelo preço máximo previsto pela licitação.


Em março, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou um alto risco desabastecimento do produto já a partir de maio, quando o governo federal anunciou a aquisição emergencial para distribuir entre os estados.


A medicação é fundamental no controle da diabetes mellitus tipo 1. A doença acarreta a falha na produção de insulina, que precisa ser viabilizada de maneira artificial.



FONTE: G1.

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