
A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou, nesta terça-feira (11), o 11º de Candida auris. A notícia de mais um caso no estado do superfungo, que assusta hospitais pelo mundo, um dia após a reabertura do setor de emergência do Hospital Miguel Arraes, que estava interditado desde maio, por causa da presença do patógeno.
Desta vez, trata-se de uma mulher de 37 anos, que esteve internada no Hospital da Restauração (HR), mas já recebeu alta na última sexta-feira (7). De acordo com a SES-PE, a paciente “deu entrada no HR para se submeter a um procedimento cirúrgico, mas positivou para Covid-19 e foi isolada. Após o procedimento cirúrgico ficou em uma enfermaria de dois leitos, onde teve contato com uma única pessoa. Esta contactante teve o swab coletado e também está sendo monitorada constantemente”. Não foi necessária a interdição.
O Candida auris é de difícil diagnóstico e recebeu o nome de superfungo por ser resistente a praticamente todos os medicamentos. Sem um protocolo específico, ele pode ser confundido com vários outros tipos comuns. O fungo pode causar doenças em pessoas que possuem a imunidade mais comprometida e estão internadas no hospital por muito tempo.
O superfungo pode causar infecções invasivas, graves e associadas à alta mortalidade, podendo apresentar características de multirresistência e levar à ocorrência de surtos em serviços de saúde.
No Brasil, o primeiro caso foi identificado em 2020, em um paciente que estava internado em uma unidade de saúde em Salvador, na Bahia, tendo existido desde então relato de novos casos. Em Pernambuco, os dois primeiros casos do superfungo foram oficializados em janeiro de 2022, em uma mulher de 70 anos, e um homem, de 67. Ambos estavam internados no Hospital da Restauração. A mulher morreu. Após sete meses, a SES-PE informou que 48 pacientes foram infectados pelo fungo.