
Neymar Jr. / Foto: CBF.
As seleções sul-americanas começam sua caminhada rumo à Copa do Mundo de 2026 com boa parte das estrelas que brilharam nos últimos anos ainda como destaque, já que continuam exibindo seu talento e há dificuldade para encontrar novas joias.
Embora o fim esteja cada vez mais próximos jogadores como Lionel Messi, Neymar, Luis Suárez, Di María e Arturo Vidal ainda não têm substitutos para a disputa das Eliminatórias, que começam nesta quinta-feira (7).
Alguns nomes como os
brasileiros Vinícius Júnior e Rodrygo,
os argentinos Julián Álvarez e Enzo Fernández e
os uruguaios Federico Valverde e Darwin Núñez já
se destacam na Europa e surgem como herdeiros, mas a missão não é simples.
"Eles atuam em um futebol mais dinâmico, mais
rápido, mais simples, [mas] não com tanto talento (...). Não vão estar no mesmo
nível dos que estão saindo" diz em entrevista à AFP o técnico colombiano Jorge Luis Pinto,
que comandou a Costa Rica na Copa de 2014.
"Perdas muito
grandes”
O Brasil, com o técnico Fernando Diniz à espera da chegada do italiano Carlo Ancelotti em
meados de 2024, já não conta com o capitão Thiago Silva (38
anos) e o lateral Daniel Alves (40),
e referências como Casemiro (31) estão longe de seu melhor nível.
Diniz confia em Neymar (31),
irregular nos últimos anos e que acabam de trocar o Paris Saint-Germain pelo Al-Hilal da Arábia
Saudita, e nos jovens Vini Jr. e Rodrygo, destaques do Real Madrid. Mas o talento da atual geração brasileira foi
questionado até pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O que é mais grave é que a gente não consegue formar hoje uma grande seleção porque a gente não tem os jogadores da qualidade que a gente teve em 1970", disse Lula em uma live no YouTube em junho.
Na Argentina, Messi segue sendo determinante aos 36 anos.
O técnico Lionel Scaloni convocou 22 jogadores que estiveram na Copa do Mundo do Catar para os jogos contra Equador e Bolívia. Entre as novidades estão os jovens Lucas Beltrán, Lucas Esquivel e Alejandro Garnacho, que por enquanto não estão próximos de atingir o nível do camisa 10 ou de Ángel Di María (35 anos).
"Há perdas muito
grandes, em todos os países, de jogadores de liderança e experiência",
disse à AFP o treinador e ex-jogador argentino Ricardo Lunari.
"Por enquanto, jogadores novos como Vinícius, Julián Álvarez e Darwin Núñez" são só "grandes projetos" com "um bom presente", acrescenta Lunari.
Núñez, em bom momento no Liverpool,
e Valverde são a aposta do técnico Marcelo Bielsa no Uruguai, após a despedida
do capitão Diego Godín e as ausências, por decisão técnica, de Suárez e Edinzon
Cavani, ambos com 36 anos.
Já o Chile, sem reposição para a geração campeã das Copas Américas de 2015 e 2016, ainda aposta em veteranos como Vidal (36) e Aléxis Sánchez (34) para voltar ao Mundial depois de 12 anos.
"É muito difícil aparecerem grandes nomes com o pouco tempo de trabalho nas divisões de base. A formação dos jogadores foi muito encurtada e os tempos aceleraram" para vender os jovens talentosos para a Europa, diz Lunari.
As Eliminatórias Sul-Americanas concedem seis vagas diretas para a Copa do Mundo de 2026. O sétimo colocado vai disputar uma repescagem com uma seleção de outro continente.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.