
Mãe e filha foram morta pelo o ex-companheiro da mulher / Foto: Arquivo Pessoal.
As investigações das mortes de Suilam Mirelle de
Almeida, de 49 anos, e Vitória Tauani,
de 11 anos, indicam que elas foram assassinadas por Everaldo Santos da
Silva, de 52, estranguladas no pescoço por lacres plásticos.
O delegado Eric Costa, que investiga o caso, disse que
lacres também foram encontrados no porta-luvas do carro em que o homem estava quando foi
preso, perto da estação rodoviária de Caruaru, no Agreste de
Pernambuco, cidade onde o crime aconteceu.
Everaldo Santos da Silva foi encaminhado à audiência de custódia,
na terça-feira (12), e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva.
Ele foi levado para o Presídio Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, onde
segue à disposição da Justiça estadual.
"As duas foram mortas com
esse lacre. A motivação ainda é objeto de investigação, eles mantinham
relacionamento amoroso e tinham terminado. Temos narrado de testemunhas
episódios de ciúmes dele em relação à companheira", falou Eric Costa à Folha de Pernambuco.
Os corpos de mãe e filha foram encaminhados para o
Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, na área central do
Recife. A investigação aguarda resultados de laudos e a família, a liberação
dos corpos para enterrá-los.
"As duas foram mortas com
esse lacre. A motivação ainda é objeto de investigação, eles mantinham
relacionamento amoroso e tinham terminado. Temos narrado de testemunhas
episódios de ciúmes dele em relação à companheira", falou Eric Costa à Folha de Pernambuco.
Os corpos de mãe e filha foram encaminhados para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife. A investigação aguarda resultados de laudos e a família, a liberação dos corpos para enterrá-los.
Autuado
tentou simular latrocínio
As investigações policiais também mostram que Everaldo Santos da Silva tentou simular um
latrocínio para despistar a polícia.
"Ele não confessa. Pelo contrário, ele apresenta uma versão", continua o delegado. "Conseguimos desconstituir a versão dele, que é bem divergente do que a gente já tinha comprovado da movimentação dele no dia do crime", completou Eric Costa.
Segundo o delegado, Everaldo afirmou que no sábado à noite teria marcado para
almoçar com a ex-mulher e a enteada no dia seguinte,
o domingo. Provavelmente, segundo a investigação, as duas foram mortas no
domingo à noite a ora prisão aconteceu na madrugada de terça-feira (12).
"Ele diz
que foi até a residência e não encontrou ninguém. Teria sido a última vez que
esteve na região, por volta das 13h30, 14h. Teria ido almoçar na casa de um
amigo, depois foi embora e não soube mais dela", acrescentou o delegado,
ao citar a versão do preso.
A casa foi encontrada revirada e
alguns objetos foram levados, mas outros foram deixados.
"Teriam sido levados por um suposto ladrão. Ele teve muito tempo para
mexer na cena do crime. A movimentação [na casa] sugere que ele tentou fazer
com que a polícia trabalhasse com alguma versão de latrocínio na
residência", falou o delegado.
Denúncia de abuso
Outro ponto investigado pela polícia no caso é de denúncias sobre Everaldo molestar a
enteada Vitória Tauani. "Teve uma denúncia por parte da
mãe para familiares que ele estaria molestando a menina, ela até teria
terminado com ele para preservar ela, mas estamos apurando. O que temos é só o
depoimento, encaminhamos o exame sociológico para ver se há alguma comprovação
de conjunção carnal", explicou o delegado Eric Costa.
"No
momento da prisão, ele estava tranquilo, frio e não esboçou nenhum tipo de
emoção. Conversei com ele, que se manteve frio e tranquilo. Algumas vezes,
esboçou algum tipo de desconforto com algumas perguntas que fiz, que levavam
ele a se contradizer", finalizou o delegado.
O inquérito policial deverá ser concluído num prazo de até 10 dias. Diligências seguem em andamento e a polícia ouve novas testemunhas. Após encerrada, a apuração deve ser remetida ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Caso condenado, Everaldo Santos da Silva poderá pegar penas de 12 a 30 anos de reclusão.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.