
Miguel Otávio / Reprodução: Diário de Pernambuco.
Mais de três anos após a morte de Miguel Otávio, que
tinha 5 anos, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) marcou o julgamento do
recurso impetrado pela defesa de Sarí Corte Real.
Ex-patroa da mãe de Miguel, Sarí foi condenada a oito
anos e seis meses de prisão por abandono de incapaz que resultou em morte. Ela
responde em liberdade.
O caso aconteceu em junho de 2020, em um condomínio de
luxo no Centro do Recife. O episódio ficou conhecido em todo o Brasil e até
ganhou repercussão internacional.
O menino estava sob os cuidados se Sarí enquanto a mãe
dele, Mirtes Renata, passeava com a cadela dos patrões.
A criança entrou no elevador para procurar a mãe.
Sarí não conseguiu retirá-lo do equipamento e, depois de algumas
tentativas, apertou botões. Miguel, então, foi atém o nono andar de um dos
prédios conhecidos como “ Torres Gêmeas” e caiu.
Como vai ser
No julgamento do recurso, os desembargadores vão
decidir se manterão a condenação de Sarí.
A sessão está marcada será para quarta (8), a
partir das 9h, na Sala de Sessões Criminais, no segundo andar do Palácio
da Justiça, no Centro do Recife.
O processo está em fase recursal na 3ª Câmara Criminal do
TJPE, de relatoria do desembargador Cláudio Jean Nogueira Virgínio.
Assim como em todos os julgamentos no TJPE, este poderá
ser acompanhado ao vivo no canal do Tribunal no YouTube
https://www.youtube.com/@SessoesTJPE.
Indenização
No final de setembro deste ano, o Tribunal Regional do
Trabalho da 6ª Região (TRT-6) condenou o ex-prefeito de Tamandaré Sérgio Hacker
e a mulher dele, Sarí Corte Real, a indenizarem a mãe de Miguel, Mirtes Renata,
e a avó dele, Marta Maria, em mais de R$ 2 milhões por danos morais.
Relembre o caso
Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, caiu do nono
andar de um prédio de luxo, conhecido como Torres Gêmeas, no bairro de São
José, área central do Recife, em junho de 2020.
Mirtes, a mãe do menino Miguel, precisou levar o filho
para o trabalho, já que a creche estava fechada, em decorrência das medidas
restritivas da pandemia de Covid-19.
O fato ocorreu após a criança ser deixada sozinha no
elevador por Sarí Corte Real, patroa de Mirtes.
Em 2022, a 1ª Vara dos Crimes contra a Criança e o
Adolescente da Capital condenou Sari Mariana Costa Gaspar Corte Real a oito
anos e seis meses de reclusão por abandono de incapaz com resultado de
morte.
Porém, ela teve o direito de recorrer da sentença em
liberdade.
Em 2023, no mês de junho, a condenação de Sarí e de seu companheiro, o ex-prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, foi a respeito do pagamento de R mil em danos coletivos pela contratação irregular de empregadas domésticas.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.