
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Atos Infracionais (Depai)
Reprodução: Diário de Pernambuco.
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) instaurou um
inquérito para investigar uma denúncia coletiva feita por alunas de uma escola
privada do Recife que afirmam terem sido vítimas de montagens de imagens em que
aparecem nuas.
O caso foi confirmado pela corporação nesta terça (7). A
investigação está sob a responsabilidade do Departamento de Polícia da Criança
e do Adolescente (DPCA).
A polícia não informou o nome instituição de ensino
envolvida no caso. No entanto, a reportagem do Diario de Pernambuco
apurou que se trata do Colégio Marista São Luís, no bairro das Graças, na Zona
Norte do Recife.
A polícia chegou até o caso após um grupo de 40 alunas,
todas com idades entre 13 e 15 anos, denunciarem que estão sendo vítimas da
adulteração de fotos que fazem ligação com conteúdos pornográficos e de
nudez.
A Delegacia de Atos Infracionais (Depai), no bairro da
Boa Vista, na área Central do Recife, iniciou as investigações.
Segundo a assessoria de imprensa da PCPE, “nenhuma
informação adicional poderá ser repassada para não comprometer as investigações
em andamento”.
De acordo com informações extraoficiais, as imagens
falsas das vítimas estariam circulando em um grupo do aplicativo de mensagens
WhatsApp.
Ainda segundo essas informações, fotos com rostos das
vítimas foram montadas, a partir da imagem de outra pessoa sem roupa.
Assim, os criminosos passaram a expor essas alunas com
imagens fraudulentas.
Embora a polícia não confirme, informações preliminares
dão conta que quatro alunos da própria instituição poderiam ser os responsáveis
por fazer a montagem.
Os pais desses meninos devem ser convocados para
prestarem depoimento à polícia.
O que diz a escola
Nesta terça, ao ser procurada pela reportagem do Diario,
a direção do colégio por meio de sua assessoria de imprensa disse que somente
se pronunciaria por nota.
No texto enviado à redação,.o colégio disse que orientou
e prestou atendimento às famílias das vítimas, alunas que tiveram a imagem
manipulada por aplicativo de inteligência artificial, tão logo soube do fato
nesta segunda (6).
Além disso, a instituição informou que “a equipe do
colégio acompanhou os familiares para registrar queixa na Delegacia de Apuração
de Atos Infracionais - DEPAI e também fez denúncia no Conselho Tutelar”.
Ainda segundo a nota, o colégio lamentou o fato e diz ser
solidário com as vítimas e que está prestando apóio necessário.
“A Instituição reitera o compromisso em apurar o ocorrido
internamente e aplicar rigorosamente as sanções disciplinares previstas no
regimento escolar. Paralelamente, irá auxiliar nas investigações policiais. O
Marista ressalta que investe ao longo do ano letivo em campanhas de
esclarecimento sobre o uso de redes sociais e ferramentas de inteligência
artificial, além de prevenção ao Bullying e CiberBullying, incluindo a presença
de especialistas no assunto para abordar o tema com a comunidade educativa”,
disse o Marista em nota.
A assessoria de imprensa do colégio também informou que houve uma reunião da diretoria com pais de alunos para tratar do assunto. No entanto, detalhes do encontro não seriam revelados.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.