
Ministra do Planejamento, Simone Tebet / Reprodução: Notícias ao Minuto.
Cotada para substituir o ministro Flávio Dino no comando do Ministério da Justiça, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu a divisão da pasta em duas. Uma para tratar dos assuntos de Justiça e outra de Segurança Pública.
Como chefe do setor que lida com o orçamento do governo, ela
diz que há recursos suficientes para bancar essa divisão. Tebet negou, no
entanto, ter sido sondada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para
assumir o posto.
"Não vamos esquecer que o Ministério da Justiça
ainda tem titular. O ministro Flávio Dino foi indicado para ir para o Supremo
Tribunal Federal, mas ainda continua como ministro esse mês. Neste momento não
é hora de falar de ocupação de novos cargos, nem de nomeação, porque não há
vacância do ministério. Não fui sondada, não fui convidada, estou no Ministério
do Planejamento e Orçamento à convite do presidente Lula, como ele disse, da
cota pessoal dele", disse Tebet nesta terça-feira, 28, após participar do
seminário Orçamento por Desempenho 2.0, da Secretaria de Orçamento Federal
(SOF).
Flávio Dino foi indicado pelo presidente Lula para
assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia da divisão do
Ministério da Justiça tinha sido aventada durante a formação do governo petista,
mas o próprio Dino convenceu o presidente a manter uma pasta só.
Enquanto candidata à Presidência da República no ano
passado, Tebet defendeu a divisão do ministério. Segundo ela, essa concentração
é complexa, porque a Segurança Pública tem um mundo de problemas a serem
resolvidos. "Eu defendi a divisão enquanto candidata e continuo defendendo
agora. É uma questão de coerência", disse.
Tebet afirmou que a decisão por um desmembramento é ato personalíssimo de Lula, que, com a equipe, tem de tomar uma decisão política. "A divisão cabe no orçamento, porque o de 2023 foi aprovado sem a criação de cinco ministérios. Eu não vou contrariar o que sempre pensei."
A ministra ainda destacou a competência de Dino no comando da pasta.
"Tínhamos e temos o ministro Flávio Dino, que tinha
capacidade de aglutinar e colocar as pessoas certas nos lugares certos, mas é
um desafio hercúleo", afirmou, acrescentando que considera saudável o
debate sobre essa divisão.
Convite para o comando do ministério
Questionada sobre se aceitaria o convite para assumir a Justiça, Tebet disse que "ninguém antecipa decisão" e destacou os projetos que acompanha no Congresso e que compõem a agenda econômica do governo, que terão três semanas decisivas e muito desafiadoras.
A ministra reforçou ainda que a decisão é de Lula. "O presidente da República é quem tem que analisar, dentro desse tabuleiro de xadrez chamado política, quais são as melhores peças a serem movidas. Eu estou muito tranquila de dizer que o presidente Lula tomará a decisão mais acertada para o Ministério da Justiça, que é um ministério extremamente relevante e um ministério que precisa ter alguém da estreita confiança do presidente da República", disse.
O nome de Dino ainda será submetido ao Senado, onde haverá sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça. Depois disso, a indicação é votada no plenário da Casa.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.