
Foto: Divulgação.
Desde o início dos ataques
dos Estados Unidos e de Israel, 555 pessoas foram mortas no Irã, segundo dados
oficiais. “Como resultado dos ataques terroristas EUA-Sionismo em várias
regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e,
lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas foram mortos”, declarou a Cruz
Vermelha Iraniana nesta segunda-feira (2), por meio das redes sociais.
Na província de Fars, no sul
do Irã, 35 pessoas foram mortas, de acordo com a imprensa local. A agência de
notícias Tasmin observou ainda que o número de mortos pode “aumentar” devido
aos “ataques contínuos do inimigo”.
Na província do Azerbaijão
Oriental, no noroeste do país, 27 pessoas foram mortas, de acordo com relatos
da agência de notícias IRNA.
Na manhã de sábado (28), os
EUA e Israel lançaram ataques aéreos massivos contra o Irã. Entre os mortos
estava o Líder Supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei. Em
resposta, o Irã vem atacando Israel e vários países do Golfo.
Ataques israelenses
As Forças Armadas de Israel
comunicaram no domingo (1º) que lançaram mais uma onda de “ataques em larga
escala” contra Teerã. A ação foi tomada após o exército israelense interceptar
um míssil do Hezbollah.
De acordo com a imprensa
estatal libanesa, Israel também lançou ataques contra Beirute, capital do
Líbano. Um jornalista da agência de notícias AFP relatou ter escutado fortes
explosões na cidade.
Mais cedo, o grupo islâmico
xiita disse ter o “dever” de apoiar o Irã, seu aliado. O posicionamento do
Hezbollah se deu depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel que
resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em retaliação,
o movimento libanês lançou drones e mísseis contra o território israelense.
Em novembro de 2024, Israel
e Hezbollah assinaram acordo de cessar-fogo. O movimento islâmico não chegou a
intervir na guerra de 12 dias travada entre forças israelenses e iranianas em
2025. Entretanto, Tel-Aviv continuou a atacar alvos que estariam ligados ao
grupo libanês.
Operação de EUA e Israel
A operação conjunta dos
Estados Unidos e Israel começou com fumaça sendo vista sobre Teerã, capital
iraniana, na madrugada de sábado. Tel-Aviv classificou os ataques como
preventivos.
Trump utilizou sua
plataforma Truth Social para postar uma declaração surpresa. Em vídeo, o
republicano anunciou operações de combate no Irã, com o objetivo de “eliminar
ameaças iminentes”.
Foi vista fumaça subindo
sobre o distrito de Pasteur, em Teerã — local da residência do aiatolá Ali
Khamenei — e houve um enorme destacamento de segurança na capital.
Os Estados Unidos e Israel
afirmaram que a operação mirou locais militares do Irã. O exército israelense
alertou os iranianos que, se estivessem dentro ou perto dessas infraestruturas
em todo o país, deveriam se retirar dos locais.
No sul do Iraque, houve um
bombardeio contra uma base militar que abriga um grupo pró-Irã. Ao menos duas
pessoas morreram, segundo informaram as autoridades.
Explosões também foram
ouvidas perto do consulado dos Estados Unidos em Erbil, no Iraque, de acordo
com jornalistas da agência de notícias AFP.
Onda de mísseis e drones
A Guarda Revolucionária do
Irã afirmou que mirou a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein, após uma
primeira onda de ataques de mísseis e drones ter sido lançada contra Israel.
“A primeira onda de ataques
generalizados de mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os
territórios ocupados começou”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária
Islâmica (IRGC) em comunicado, referindo-se a Israel.
O serviço de emergência
Magen David Adom, de Israel, informou estar tratando um homem com ferimentos
causados por explosão no norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do
Irã declarou que responderia “decisivamente” aos ataques, insistindo que Teerã
fez “todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse”.
Explosões no Golfo
Explosões foram relatadas em
toda a região do Golfo. Correspondentes da AFP em Riade, na Arábia Saudita,
ouviram fortes explosões, assim como na capital do Bahrein, Manama, e em Doha,
no Catar.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e reservaram-se o direito de responder aos ataques. Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido fortes explosões na capital emiradense, que abriga uma base com pessoal dos Estados Unidos. O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado vários ataques de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.