
Foto: Divulgação.
NOVA ROMA DE BRAVOS GUERREIROS
Andréa
Galvão
Não precisa ser expert em História para saber que Roma, a cidade
eterna, era uma máquina de fazer guerras, o império romano invadiu e dominou
meio mundo literalmente, deixando marcas por onde passou. No entanto, não aludi
a um hino no título do texto para enaltecer a Itália e sim, o meu país
"
Pernambuco."
Sim! Outrora já foi chamado assim, a primeira república que o Brasil viu nascer em terras nordestinas, antes mesmo de conquistar a independência.
Tudo começou, quando o Rei Dom João VI viajou milhas e milhas pelo
Atlântico e chegou aqui com a família, fugindo de Napoleão Bonaparte.
Desembarcaram
no Rio de Janeiro em 1808 e a partir daí, as capitanias elevaram o preço dos
impostos para suprir os gastos da corte, gerando insatisfação em diversos
grupos da sociedade: trabalhadores, elite e clero.
Além
da cobrança, a decadência nas culturas do açúcar e algodão, provocada pela seca
deflagraram um movimento separatista que culminou na Revolução Pernambucana de
1817 que também atende pelo nome de Revolta dos Padres porque os religiosos que
nela estavam, importaram da Europa as ideias iluministas, tão em voga na época
e muito contribuíram.
O que tem de especial nesse movimento, já que em solo brasileiro houve outros
da mesma natureza? Ele passou da fase conspiratória e progrediu. Nesse contexto
os revoltosos instituíram os três poderes, liberdade religiosa e de expressão.
Na oportunidade, o Padre João Ribeiro criou uma bandeira em azul e branco, com
um sol, estrela, arco-íris e uma cruz, considerada a mais bela da
federação.
Infelizmente esse regime tão representativo só durou 74 dias (06/03 a 20/05), pois a coroa portuguesa reagiu duramente ao que era considerado subversão. Prendeu e executou quem da revolução participou: Domingos José Martins, José Barros Lima, Padre João Ribeiro, Cruz Cabugá, Padre Miguelinho e Frei Caneca.
Estes últimos nomeiam ruas na cidade de Pesqueira, o meu berço, que é tão progressista quanto o estado no qual está inserida. Salve a identidade cultural e a memória histórica do nosso povo! Que possam ser celebradas continuamente e não só no dia 06 de março, na data que é magna e de tão importante fez de Pernambuco, imortal, imortal!
FONTE: PORTAL NOVA MAIS.