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O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou,
nesta sexta-feira (15), a prisão preventiva do advogado e empresário Ricardo
Magro, controlador do grupo Refit, responsável pela Refinaria de Manguinhos. A
decisão também inclui a inserção do nome do empresário na lista de difusão
vermelha da Interpol. Atualmente, Magro reside em Miami, nos Estados Unidos.
As
medidas integram a Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal em
conjunto com a Receita Federal. A investigação apura a existência de um suposto
esquema no setor de combustíveis voltado à ocultação de patrimônio,
dissimulação de bens e envio irregular de recursos para o exterior.
Ao
todo, os agentes cumprem 17 mandados de busca e apreensão, além de sete
determinações de afastamento de funções públicas. As ações ocorrem
simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
Entre
os alvos da operação também está o ex-governador do Rio de Janeiro, que recebeu
mandado de busca e apreensão em sua residência localizada em um condomínio na
Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense.
A
apuração está vinculada à ADPF 635/RJ, conhecida como "ADPF das
Favelas", iniciativa voltada ao enfrentamento da atuação de organizações
criminosas e de possíveis ligações entre esses grupos e agentes públicos no
estado do Rio de Janeiro.
Além
da ordem de prisão, Alexandre de Moraes autorizou o bloqueio de aproximadamente
R$ 52 bilhões em ativos financeiros e determinou a suspensão das atividades
econômicas das empresas investigadas no inquérito.
Figura influente no mercado de combustíveis, Ricardo Magro é conhecido no setor pelas dívidas acumuladas com estados e com a União, que somam cerca de R$ 26 bilhões. Antes de consolidar atuação empresarial, ele também exerceu a advocacia e trabalhou para nomes da política nacional, entre eles o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.