
Foto: Divulgação.
O último réu pelo assassinato de quatro pessoas em 2015, no crime que ficou conhecido como a chacina de Poção, no Agreste de Pernambuco, foi condenado nesta segunda-feira (9). Leandro José da Silva recebeu a pena de 101 anos e 4 meses de prisão em regime inicialmente fechado.
Leandro deveria ter sido julgado em 7 de fevereiro, mas, a pedido da defesa, teve sessão adiada. O júri ocorreu nesta quarta-feira (11), na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife. A sessão foi presidida pela juíza Maria Segunda Gomes. Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a sentença foi lida às 23h55.
Mais condenações
A condenação de Leandro foi a sexta e última deste crime. A primeira foi em fevereiro de 2024, quando Wellington Silvestre dos Santos, apontado como principal executor da chacina, recebeu pena de 74 anos de prisão.
Em 11 de dezembro de 2025, os acusados Egon Augusto Nunes de Oliveira e Orivaldo Godê de Oliveira foram condenados a 101 anos e 4 meses de reclusão, cada um, por homicídio qualificado. Já o acusado Ednaldo Afonso da Silva recebeu a pena de 12 anos e seis meses de reclusão pelo homicídio simples.
Em 7 de fevereiro deste ano, Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha foi condenada a 142 anos, cinco meses e 16 dias de reclusão. Ela é apontada como a mandante do crime, e deverá cumprir pena por homicídio qualificado e atividade de grupo de extermínio.
No mesmo dia, José Vicente Pereira Cardoso da Silva foi condenado a 67 anos, três meses e oito dias de prisão, também por homicídio qualificado e atividade de grupo de extermínio.
Relembre o caso
O crime aconteceu dentro de um veículo na zona rural de Poção, a 240 quilômetros do Recife. Foram mortos os conselheiros tutelares Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, de 54 anos; José Daniel Farias Monteiro, 31 anos; e Carmem Lúcia da Silva, de 38.
Ana Rita Venâncio, de 62 anos, também foi assassinada. Ela era a avó materna de Ana Cláudia, menina que, à época, tinha três anos e estava no carro, mas que sobreviveu ao episódio.
De acordo com a Justiça, a mandante dos assassinatos seria a avó paterna da criança, a oficial de Justiça Bernadete Siqueira Britto de Rocha.
Bernadete teria contratado o grupo de extermínio para eliminar a família materna e assegurar a guarda da criança, cuja tutela oficial era do pai, José Cláudio de Britto Siqueira Filho.
FONTE: FOLHA PE.