Publicada em 13/03/2026 às 11h38.
Governo de Pernambuco cria força-tarefa para agilizar proteção e monitorar agressores de mulheres
Iniciativa integra polícias e aposta em tecnologia e "Salas Lilás" para humanizar o atendimento e garantir respostas rápida em situações de risco

Foto: Divulgação.


 O governo de Pernambuco deu o primeiro passo para a implementação da Força-Tarefa Mulher, uma iniciativa que une as polícias Militar, Civil e Científica para endurecer o combate à violência de gênero no estado.


A primeira reunião do grupo ocorreu na quinta-feira (12), com foco em tornar o atendimento às vítimas mais ágil e eficiente.


Um dos pilares da estratégia é o uso da tecnologia para salvar vidas. A força-tarefa reforçou o uso do monitoramento eletrônico, onde o agressor utiliza tornozeleira e a mulher recebe um dispositivo portátil. O aparelho alerta a vítima e a polícia caso o agressor ultrapasse o limite de distância permitido, garantindo uma intervenção imediata.


"É uma medida eficiente para proteger a vida da mulher e permitir uma resposta rápida das forças de segurança", explicou a coronel Cristiane Moura, diretora de Direitos Humanos da PMPE, enfatizando que o monitoramento é focado no agressor, e não na vítima.


Atendimento em qualquer delegacia


Outro ponto anunciado é a descentralização do socorro. A orientação é que a mulher não precisa se deslocar obrigatoriamente até uma Delegacia da Mulher, mas pode buscar ajuda em qualquer delegacia do estado.

 

Para garantir um acolhimento digno, a Secretaria de Defesa Social (SDS) está ampliando a implantação das "Salas Lilás", que são espaços reservados e humanizados com apoio de psicólogos e assistentes sociais.


"Os policiais estão sendo capacitados para esse atendimento, e muitas unidades já contam com as chamadas salas lilás, que oferecem um espaço mais reservado e humanizado para atender mulheres vítimas de violência", ressaltou a delegada Andreza Gregório, da Diretoria de Polícia da Mulher.


A Força-Tarefa Mulher terá reuniões periódicas e deve integrar outros órgãos, como o Ministério Público e a Secretaria da Mulher, para unificar a rede de proteção e replicar boas práticas de segurança em todos os municípios pernambucanos.



FONTE: FOLHA PE.




              

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