Publicada em 13/03/2026 às 13h53.
Lula diz que proibiu assessor de Trump entrar no Brasil por cancelamento do visto de Padilha
Lula se referiu ao assessor de Trump como "aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro"

Foto: Divulgação.  


 O assessor do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Darren Beattie, que negocia vinda ao Brasil para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não poderá entrar no país enquanto os vistos de Alexandre Padilha, ministro da Saúde, e sua família, não forem liberados, afirmou Lula, nesta sexta-feira durante agenda na cidade do Rio de Janeiro.


Acompanhado do prefeito Eduardo Paes, em evento no Hospital do Andaraí, Lula ainda cutucou Trump ao elogiar os serviços públicos de saúde brasileiros e chamou Bolsonaro de "mentiroso".

Lula se referiu ao assessor de Trump como "aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro".


— Eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado. Bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele, de 10 anos — afirmou Lula.


Padilha desistiu, em setembro do ano passado, de ir a Nova York devido às restrições impostas pelo governo americano para ele possa circular pelos Estados Unidos. A desistência ocorreu após uma série de ações do governo do presidente Donald Trump. Na ocasião, o ministro recebeu o visto para entrar nos Estados Unidos, mas com sua circulação na cidade de Nova York limitada. Ele iria acompanhar o presidente Lula na Assembleia Geral da ONU.

As limitações impostas pelo governo dos EUA determinaram que Padilha poderia transitar em uma área equivalente a até cinco quarteirões de onde estiver hospedado e deverá seguir os trajetos entre o hotel, a sede da ONU e representações do Brasil ligadas ao organismo. O ministro da Saúde estava com o visto vencido desde 2024. Em 18 de agosto do ano passado ele havia pedido a renovação do documento.


Visita a Bolsonaro


Crítico da gestão Lula e de Alexandre de Moraes, Beattie tinha agenda prevista com Flavio Bolsonaro no Brasil. O assessor de Trump havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes chegou a autorizar o encontro, mas nesta quinta-feira voltou atrás.

Moraes reconsiderou sua decisão e rejeitou a visita do assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Em sua decisão, Moraes citou o ofício do Ministério das Relações Exteriores que comunicou que a concessão de visto para o assessor de Trump não tinha qualquer pedido de visitação a Bolsonaro.


Segundo o documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o visto concedido a Beattie previa apenas sua participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, que será realizado em São Paulo. Segundo Moraes, a visita do assessor a Bolsonaro não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro e também não foi comunicada previamente às autoridades brasileiras.


"Ressalte-se que, somente após a solicitação de informações ao Ministro das Relações Exteriores, a Embaixada dos Estados Unidos da América solicitou a realização de novos compromissos diplomáticos pelo Darren Beattie em Brasília, que seriam realizados, se eventualmente confirmados, no dia 17 de março", afirmou Moraes.


No documento, o chanceler Mauro Vieira afirmou que a visita poderia ser vista como indevida ingerência em ano eleitoral.


"Diante do exposto, nos termos do artigo 4º, IV da Constituição Federal e dos artigos 21 e 341 do Regimento Interno do STF, reconsidero a decisão anterior e indefiro a visita requerida pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro", afirmou Moraes.


Comparações na área de saúde


O presidente elogiou o programa Mais Especialidade, que considerou uma prioridade de sua gestão, com a promessa de acelerar tratamentos especializados no SUS. Ao comentar que o protocolo é de iniciar tratamento contra câncer, na rede, em 60 dias, ele alfinetou Trump.


— Quero saber se Trump pode dizer para o povo americano o que posso dizer a vocês.


Lula também fez menções à eleição de outubro, e criticou a gestão de Jair Bolsonaro, com referências diretas aos problemas que existiam na rede federal de hospitais do Rio. Ele chamou o ex presidente de "blefador, mentiroso e agressor".

— Não dá pra deixar o povo no segundo plano. Isso aqui vai funcionar, espero que aprendemos a lição — disse Lula, se referindo à disputa eleitoral. — Vamos decidir daqui para frente se queremos país das fake news, das agressões, ou da decência, dignidade, caráter, moral e prestação de serviços ao povo.



FONTE: FOLHA PE.



          

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