Publicada em 17/03/2026 às 12h43.
Barreiros: suspeito teria ameaçado ataque há um ano, diz conselheiro tutelar
Adolescente de 14 anos que esfaqueou três garotas em escola na Mata Sul de Pernambuco afirmou que sofria bullying

Foto: Divulgação.   


 A adolescente de 14 anos, que é suspeito de esfaquear três garotas na Escola de Referência em Ensino Fundamental Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, na Mata Sul de Pernambuco, nessa segunda-feira (16), sofria bullying há mais de 1 ano, afirmou o conselheiro tutelar da cidade André Costa, em conversa com a Folha de Pernambuco.


Apesar da informação, Costa declarou que a instituição de ensino teria afirmado desconhecer o bullying sofrido pelo estudante.


No entanto, de acordo com o conselheiro, após uma reunião entre o Conselho Tutelar e a escola, o diretor do colégio afirmou que o garoto teria escrito uma ameaça na parede de um banheiro no ano passado. 


“Há um ano, ele escreveu uma ameaça dizendo que iria fazer justamente o que aconteceu ontem. Mas os seus familiares foram até a escola e afirmaram que a letra não era dele. Compararam as letras e constaram que não era dele. Então ficou por isso.”

Depois dessa situação, o bullying teria aparentemente diminuído. “Passou um tempo e parou. Então, acharam que tinham resolvido”, disse André.


Personalidade


Segundo o conselheiro, que esteve com o acusado na delegacia após o ataque, o garoto é “na dele” e fala pouco, não tendo respondido muitas das perguntas feitas por ele.

Questionado se a sua atitude foi correta, o menor teria declarado que “sabia que não era certo, mas já estava feito”.


“Ele é alguém de poucas palavras, disse que estavam fazendo muito bullying com ele e estava determinado a acabar com isso”, explicou.


Após ser levado para Palmares, também na Mata Sul, o menino teria sido encaminhado para a Funase, no Recife, segundo o conselheiro. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) não se manifestou sobre a informação.


Apoio às vítimas


André Costa também disse que o Conselho Tutelar visitou duas das três adolescentes esfaqueadas para prestar apoio às vítimas e aos seus familiares. 

“Elas estão bem abaladas, dizem que não querem mais frequentar a escola”, contou.

Após o caso, as meninas passarão a receber atendimento do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), com proteção e acompanhamento psicológico.


Além disso, as famílias devem se reunir com um promotor de justiça na próxima segunda-feira (25) para discutir o caso.


Já a terceira precisou ser encaminhada para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife. Segundo o HR, a paciente segue internada e está estável, consciente e orientada.



FONTE: FOLHA PE.




         

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