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A adolescente de 14 anos, que é suspeito de esfaquear três garotas na Escola de Referência em Ensino Fundamental Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, na Mata Sul de Pernambuco, nessa segunda-feira (16), sofria bullying há mais de 1 ano, afirmou o conselheiro tutelar da cidade André Costa, em conversa com a Folha de Pernambuco.
Apesar da informação, Costa declarou que a instituição de ensino teria afirmado desconhecer o bullying sofrido pelo estudante.
No entanto, de acordo com o conselheiro, após uma reunião entre o Conselho Tutelar e a escola, o diretor do colégio afirmou que o garoto teria escrito uma ameaça na parede de um banheiro no ano passado.
“Há um ano, ele escreveu uma ameaça dizendo que
iria fazer justamente o que aconteceu ontem. Mas os seus familiares foram até a
escola e afirmaram que a letra não era dele. Compararam as letras e constaram
que não era dele. Então ficou por isso.”
Depois dessa situação, o bullying teria aparentemente diminuído. “Passou
um tempo e parou. Então, acharam que tinham resolvido”, disse André.
Personalidade
Segundo o conselheiro, que esteve com o acusado na delegacia após o ataque, o
garoto é “na dele” e fala pouco, não tendo respondido muitas das perguntas
feitas por ele.
Questionado se a sua atitude foi correta, o menor teria declarado que “sabia
que não era certo, mas já estava feito”.
“Ele é alguém de poucas palavras, disse que estavam fazendo muito bullying com ele e estava determinado a acabar com isso”, explicou.
Após ser levado para Palmares, também na Mata Sul, o menino teria sido encaminhado para a Funase, no Recife, segundo o conselheiro. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) não se manifestou sobre a informação.
Apoio às vítimas
André Costa também disse que o Conselho Tutelar visitou duas das três
adolescentes esfaqueadas para prestar apoio às vítimas e aos seus
familiares.
“Elas estão bem abaladas, dizem que não querem mais
frequentar a escola”, contou.
Após o caso, as meninas passarão a receber atendimento do Centro de
Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), com proteção e
acompanhamento psicológico.
Além disso, as famílias devem se reunir com um promotor de justiça na próxima segunda-feira (25) para discutir o caso.
Já a terceira precisou ser encaminhada para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife. Segundo o HR, a paciente segue internada e está estável, consciente e orientada.
FONTE: FOLHA PE.