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O presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu levar ao plenário da Corte a
análise da prorrogação da CPMI do INSS, determinada pelo ministro André
Mendonça. O julgamento foi marcado para quinta-feira (26/3), em sessão
presencial, antes do encerramento previsto originalmente para os trabalhos da
comissão.
A medida altera o encaminhamento
inicial dado por Mendonça, que havia submetido o caso ao plenário virtual.
Posteriormente, o ministro chegou a redirecionar a análise para o plenário
físico, mas em sessão virtual prevista apenas para 3 de abril — o que agora foi
antecipado por decisão de Fachin.
A iniciativa pode impactar
diretamente o andamento da CPMI e beneficia, em tese, o presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União-AP), que tem resistido à ampliação do prazo da comissão.
Com o julgamento marcado, ele pode aguardar a posição final do STF antes de dar
seguimento ao requerimento de prorrogação no Congresso.
Caso a decisão de Mendonça
seja confirmada, a CPMI ganha novo prazo para continuar as investigações. Por
outro lado, uma eventual reversão pode encerrar abruptamente os trabalhos do
colegiado.
O cenário levanta
preocupação entre parlamentares, já que a comissão poderia perder o prazo para
votação do relatório final. Sem a prorrogação, a expectativa era deliberar o
parecer do deputado Alfredo Gaspar ainda nesta quinta-feira.
Ao autorizar a extensão dos trabalhos por mais 60 dias, Mendonça argumentou que a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso não têm margem para impedir a tramitação do pedido, desde que atendidos os requisitos constitucionais e regimentais. Segundo o ministro, o requerimento conta com o apoio necessário de parlamentares e deve ter seu processamento garantido.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.