
Foto: Divulgação.
Agentes das forças de segurança de Pernambuco realizaram um exercício simulado que mostra como os órgãos vão atuar em casos de fortes chuvas no estado. A simulação começou por volta das 8h30 desta quinta-feira (26).
O local escolhido este ano foi a estação elevatória da Compesa, no Alto da Bondade, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A atividade, que integra a Operação Inverno 2026, chega à terceira edição. Em anos anteriores, ocorreu em Jardim Monteverde (Jaboatão dos Guararapes), e em Camaragibe.
Foram empregados 240 agentes de diversos órgãos como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), Grupamento Tático Aéreo (GTA), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além das Defesa Civis de Pernambuco, Olinda e de municípios da Região Metropolitana do Recife, Mata Norte, Mata Sul e Agreste, que atuaram como observadores.
Dinâmica
O cenário trabalhado foi de "zona quente" divididas em duas
situações: deslizamento de barreira e desabamento. Foram simuladas quatro
pessoas feridas e duas mortes. Para este último caso, foram utilizados bonecos.
Os feridos foram socorridos e levados para unidades
hospitalares da RMR. O caso mais grave, que sofreu diversas fraturas no corpo,
foi levado pelo helicóptero do GTA para um hospital.
Entre os personagens da simulação, estava o militar Rayan Rodrigues, de 21
anos. Ele teve lesões nos braços e nas pernas. Foi levado ao pátio da estação
elevatória. Em entrevista à Folha de Pernambuco, ele confessou que ficou
nervoso durante a atividade.
“É um momento muito ruim. Principalmente para os familiares que sofrem com isso. Independente da ocasião, é de extrema importância essa ajuda à população. Ninguém quer passar por um momento difícil desse. É constrangedor e delicado. Podemos passar por perdas e casos sérios”, disse.
Segundo o chefe de comunicação social do Corpo de Bombeiros, major João Paulo, o cenário prevê um local que recebeu fortes chuvas que resultaram deslizamentos de grandes proporções, parecido com o que aconteceu nas fortes chuvas de 2022.
“Estamos preparados para dar essa resposta, mas o fundamental é evitar que isso aconteça. Para isso, solicitamos que a comunidade obedeça às orientações da Defesa Civil, de sair dos locais quando a chuva estiver muito intensa. As áreas de risco estão sendo monitoradas há meses. Sobre esse simulado, por exemplo, estávamos discutindo desde dezembro. A resposta tem que ser na ordem da prevenção. Se não funcionar, estamos disponíveis através do 193 para atender a sociedade da melhor forma”, pontuou.
Para auxiliar nos trabalhos, foram emitidos, na quarta-feira (25), alertas meteorológicos para possibilitar a evacuação de moradores de áreas de risco, definição de rotas de fuga, cadastramento da população evacuada, instalação de abrigos temporários e atendimento às vítimas.
Monitoramento
Além do trabalho em campo, o Centro Integrado de
Comando e Controle do Estado (CICCE), que fica no Recife, funcionou como sala
de situação para monitoramento feito por agentes de todos os órgãos. Eles
observaram as ocorrências e a tomada de decisões estratégicas.
“A intenção é integrar todos os órgãos que compõem o sistema de defesa civil na ação de resposta, testar todos os envios de alerta e o plano de contingência municipal junto à população. Enfim, nós fazemos tudo aquilo que poderia acontecer em um momento real, num momento antecipado, para testar todas as capacidades e protocolos previstos para uma situação dessa”, detalhou o coronel Clóvis Ramalho, secretário-executivo de Defesa Civil de Pernambuco.
FONTE: FOLHA PE.