Publicada em 31/03/2026 às 13h28.
"Me sentindo muito injustiçada", diz Silvia Tavares após absolvição de padre Airton Freire
Silvia Tavares foi a primeira a denunciar o sacerdote. Padre Airton foi absolvido da acusação pela Justiça

Foto: Divulgação. 


 Revolta e injustiça são os sentimentos da personal stylist Silvia Tavares de Souza após a absolvição do padre Airton Freire sobre a acusação de estupro denunciada por ela em 2022. O sacerdote e o motorista Jailson Leonardo da Silva foram absolvidos pela Justiça.


“Estou me sentindo muito injustiçada, mas não vou desistir. Enquanto vida tiver, vou lutar. Não só por mim, mas por todas as vítimas”, ressaltou Silvia.


O padre Airton segue sendo investigado em outros inquéritos após denúncia de mais três mulheres e um homem por crimes sexuais.


O advogado de Silvia, Rafael Nunes, destacou que a decisão surpreendeu e que vai recorrer. "Iremos devolver para o segundo grau do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que dessa vez será julgado por um colegiado", destacou o advogado.

A acusação aponta que todas as provas constam nos autos do processo e que a denúncia de Silvia não é isolada.


"Estávamos muito confiantes, certos da condenação, porque a produção de provas, o que foi produzido nas audiências, não restou qualquer tipo de dúvida. Existe prova de que ele apagou os dados de geolocalização do celular dele, existem testemunhas que corroboram com todo esse contexto", ressaltou Rafael Nunes durante coletiva de imprensa em seu escritório, nesta terça-feira (31), no Recife. 


A absolvição do sacerdote foi divulgada pela sua defesa. Procurado pela reportagem, o Tribunal de Justiça de Pernambuco informou que o processo segue em segredo de justiça.


Segundo os advogados do padre Airton Freire, as provas periciais reunidas na investigação contradizem a versão apresentada pela denunciante e inviabilizam a comprovação do crime.


Silvia Tavares afirma ter sido estuprada em agosto de 2022. De acordo com seu depoimento, o crime teria sido praticado pelo motorista Jailson Leonardo da Silva, sob ordens do sacerdote.


O padre Airton e o motorista foram presos em 2023, quando o caso se tornou público. O sacerdote teve a prisão domiciliar decretada em julho daquele ano após apresentar problemas de saúde.


À época, a denunciante contou que tinha uma relação próxima com o religioso, a quem se referia como “padinho”, e que participava de retiros espirituais promovidos por ele desde 2019, realizados em uma fazenda no município de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco.

 

Silvia Tavares de Souza foi a primeira pessoa a denunciar o religioso, que foi denunciado posteriormente por outras três mulheres e um homem por crimes sexuais. 


Relembre o caso


Segundo o relato de Silvia à polícia, o caso teria ocorrido durante um retiro espiritual na Fundação Terra, em Arcoverde, no ano de 2022, quando ela foi chamada pelo padre Airton Freire até a casa onde ele estava hospedado para fazer uma massagem. 

 

Durante a situação, ela percebeu que ele estava sem roupa e decidiu interromper, mas, ao tentar sair, afirma que foi rendida pelo motorista do padre, que a ameaçou com uma faca no pescoço.


De acordo com a denúncia, o motorista teria cometido o estupro sob ordens do padre, que se masturbava enquanto presenciava a cena.



FONTE: FOLHA PE.




             

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