Publicada em 07/04/2026 às 09h19.
Governo propõe pena de até cinco anos para aumentos abusivos de preço
Medida também prevê maior poder da ANP para interditar postos e estabelecimentos comerciais que estejam inflando os preços de maneira artificial

Foto: Divulgação.   


 O governo Lula vai enviar ao Congresso, em regime de urgência, um projeto de lei que prevê o endurecimento de penas a quem cometa crimes contra a economia popular. A intenção é dissuadir postos e distribuidoras de combustível de subir, de maneira artificial, os preços.


O projeto de lei altera a tipificação de condutas de aumento abusivo de preços e restrição artificial de ofertas, enquadrando-as como crime contra a economia popular com penas que variam de dois a cinco anos de detenção.


As medidas foram anunciadas nesta segunda-feira pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento, de Minas e Energia e de Portos e Aeroportos.


— Haverá agravamento de penas e medidas de sanção quando se verificar o aumento abusivo de preços de combustíveis ou a manipulação de estoques, a restrição de estoques para gerar artificialmente escassez de produtos. A gente está encaminhando ao Congresso Nacional um projeto de lei em caráter de urgência com o aumento de penas e uma tipificação dessas condutas de aumentador de preços, de restrição artificial de oferta para que a população não fique refém de práticas como essas — disse o ministro Bruno Moretti, do Planejamento.


Além disso, o governo vai enviar uma medida provisória aumentando o poder da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para interditar postos e estabelecimentos comerciais que estejam inflando os preços de maneira artificial.


— A gente vai atuar contra aqueles que porventura venham a atentar contra a economia popular. A ANP agora passará a ser fortalecida não só frente a CNJPs, mas também frente a CPFs. Aqueles empresários que venham infringir leis da economia popular passarão a também ser punidos. Com relação aos abusos de preço no Brasil, a ANP passará a poder, por exemplo, interditar os estabelecimentos. Ela tinha o poder apenas de multar. Com a medida provisória, ela vai poder interditar em caso de flagrante gravidade — afirmou Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.



FONTE: FOLHA PE.




          

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