Publicada em 07/04/2026 às 12h27.
Vítimas fatais do desabamento no Recife haviam sido notificadas para deixar local, diz Defesa Civil
Órgão vistoriou local.

Foto: Divulgação.


 A área que desabou e deixou quatro vítimas na Comunidade do Pilar, centro do Recife, vinha sendo monitorada pela Defesa Civil do município, conforme disse, em entrevista à Folha, nesta terça-feira (7), o coronel Cássio Simonar, que é o secretário executivo do órgão. Pela manhã, agentes vistoriaram o imóvel.


Segundo ele, a Defesa monitora diversos locais da cidade que apresentam riscos de desabamento e o órgão já tentou fazer a retirada de vários moradores, por força administrativa, inclusive com auxílio da polícia. Algumas optaram por receber auxílio moradia e outras foram indenizadas. Também houve quem resistiu e ficou.


“Com essa resistência, decisões judiciais determinaram a saída dessas pessoas, mas, com o recurso dos resistentes, a medida foi revogada e a gente ficou no aguardo. Esperamos que essas pessoas [que ainda estão no local] se sensibilizem e saiam com a gente hoje, durante o dia”, explicou.

 

Identificação


As vítimas fatais foram Simone Maria de Oliveira, de 56 anos, e Fabiano Lourenço de Araújo, 45. O quarto deles ficou completamente destruído. O cômodo possuía uma geladeira e mostra as marcas da tragédia. Um vasilhame de dois litros do refrigerante Coca-Cola estava recém-consumido por eles. Marcas de sangue também são visíveis.


Os feridos foram identificados como Ana Carolina da Costa Silva, de 31 anos, e Sidcley de Oliveira, de 27 anos. Eles foram socorridos e levados ao Hospital da Restauração (HR), no Derby, centro do Recife. Por meio de nota, a unidade hospitalar declarou que eles tiveram politraumatismos e seguem estáveis.


“Infelizmente, as pessoas que morreram [Simone e Fabiano] entraram na justiça para revogar essa decisão de desocupação. São pessoas que já haviam sido notificadas. O Controle Urbano faz todo um levantamento e notifica, mostrando as pessoas que elas precisam sair daqui, mas, infelizmente, a única decisão que pode fazer com que as pessoas saiam é com ajuda da justiça”, complementou Cássio Sinomar.


De quanto seria a indenização?


Questionado sobre o valor, Cássio revelou que o cálculo da indenização sobre o imóvel seria feito de acordo com a estrutura das residências, em avaliação prévia. Seriam colocados no papel as benfeitorias, tamanho, área e local das casas. “As indenizações são variadas quanto a isso”, finalizou.

 

Há risco de novos desabamentos?


O local é ladeado por outras casas. Após a tragédia, o perímetro foi isolado para prevenir que pessoas fiquem feridas em possíveis novos desabamentos. O grau de incidência é alto.

 

“Tem paredes aparentes e que estão soltas. Podem desabar a qualquer momento. Essas pessoas precisam sair com nosso apoio para um local seguro. A prefeitura vai dar todo suporte. Se quiserem ir para um abrigo, estamos à disposição. Se for necessário ingressar no auxílio moradia, também será possível. Sobre os bens, nós fazemos a salvaguarda deles. É importante essa sensibilização”, frisou.


O que fazer?


A Defesa Civil mantém plantão permanente 24 horas. Em casos de ajuda, a população deve ficar atenta e acionar o órgão através dos telefones de contato: 0800.081.3400 e (81) 3036-4873. A ligação é gratuita.


Telefones úteis

 

-Defesa Civil Recife: 0800.081.3400

-Defesa Civil PE: (81) 3181-2490

-CTTU: 0800.081.1078

-APAC: (81) 3183-1000

-Bombeiros: 193

-SAMU: 192

-EMLURB: 156

-Neoenergia: 0800.282.5599



FONTE: FOLHA PE.




              

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