Publicada em 10/04/2026 às 11h41.
PF deflagra 2ª fase da operação Vem Diesel e mira preços abusivos de gás de cozinha
Primeira fase da operação teve como objetivo combater aumento excessivo no preço de combustíveis. Operação é realizada por força-tarefa entre a PF, o Ministério da Justiça e a ANP.

Foto: Divulgação.       


 A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a 2ª fase da Operação Vem Diesel com foco na fiscalização e distribuidores e revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, ou de botijão.


O GLP serve principalmente como fonte de energia eficiente e versátil para o cozimento de alimentos, aquecimento de água e ambientes em residências, comércios (restaurantes, hotéis) e indústrias. É utilizado em botijões ou tanques a granel para processos que exigem calor limpo.

 

A operação é cumprida por uma força-tarefa entre a PF, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


A força-tarefa formada pelos órgãos realizou ações de fiscalização em 24 cidades, localizadas em 15 estados e no Distrito Federal, com equipes formadas por agentes da ANP, Procons e policiais federais.


Ao todo, 55 distribuidoras e revendedoras de GLP passaram por fiscalização (veja detalhamento por estado mais abaixo).


Segundo a PF, as ações visam identificar "práticas irregulares no aumento no preço do gás, fixação de preços entre empresas concorrentes para controle de mercado e outras eventuais práticas abusivas que possam acarretar prejuízos para o consumidor".


Veja as cidades onde houve fiscalização:

 

-Manaus (AM) - 2 estabelecimentos

-Salvador (BA) - 5 estabelecimentos

-Fortaleza (CE) - 2 estabelecimentos

-Brasília (DF) - 2 estabelecimentos

-São Luís (MA) - 2 estabelecimentos

-Betim (MG) - 1 estabelecimento

-Ibirité (MG) - 1 estabelecimento

-Rondonópolis (MT) - 3 estabelecimentos

-Campo Grande (MS) - 3 estabelecimentos

-Santarém (PA) - 3 estabelecimentos

-Cabo de Santo Agostinho (PE) - 1 estabelecimento

-Ipojuca (PE) - 5 estabelecimentos

-Maringá (PR) - 2 estabelecimentos

-Araucária (PR) - 3 estabelecimentos

-Natal (RN) - 3 estabelecimentos

-Duque de Caxias (RJ) - 3 estabelecimentos

-Itajaí (SC) - 3 estabelecimentos

-Suzano (SP) - 1 estabelecimento

-Barueri (SP) - 3 estabelecimentos

-Cubatão (SP) - 1 estabelecimento

-Guarujá (SP) - 2 estabelecimentos

-Santos (SP) - 1 estabelecimento

-Canoas (RS) - 2 estabelecimentos

-Gravataí (RS) - 1 estabelecimento


Primeira fase da operação


A primeira fase da operação foi realizada em 27 de março e mirou aumentos abusivos no preço de combustíveis. O objetivo foi combater reajustes indevidos nos preços, em meio à guerra no Oriente Médio.

 

De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa.


Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo.


Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos:


Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva;


Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor;


Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual;


Livre concorrência: é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais.


Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos.



FONTE: G1.




          

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