
Foto: Divulgação.
A Polícia
Civil de Pernambuco (PCPE) apreendeu, na manhã desta quarta-feira (15), um
volume significativo de dinheiro em moedas internacionais (dólar americano,
florim húngaro, dirham dos Emirados Árabes Unidos) e barras de prata.
A ação fez parte da Operação Draft,
para investigar uma suposta organização criminosa voltada à prática de lavagem
de dinheiro, peculato-desvio e concussão. Foram apreendidos, ainda, aparelhos
celulares, escrituras e outros documentos, que vão auxiliar nas investigações.
De acordo com os delegados que comandaram a ação,
o alvo é um ex-deputado da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) que
terminou o segundo mandato em 2022 e cujo nome e partido não foram revelados.
O político teria contado com a ajuda de outro
ex-parlamentar, e os crimes teriam ocorrido entre 2015 e 2019. Segundo a
Polícia Civil, os nomes dos envolvidos não foram divulgados para não atrapalhar
o andamento das investigações.
Investigação
O esquema envolvia a nomeação de assessores sem contraprestação de serviço, que
devolviam a maior parte de seus salários ao grupo criminoso (prática conhecida
como rachadinha).
A PCPE acredita que há indícios de que os valores desviados eram ocultados por
meio de contas de laranjas, com depósitos em valores partidos e operações
financeiras simuladas. O total de dinheiro que teria sido desviado, segundo a
PCPE, ultrapassa R$ 2,8 milhões, podendo chegar a R$ 6 milhões.
“As informações chegaram à Polícia Civil a partir do compartilhamento de dados
entre órgãos policiais e, a partir daí, a 1ª DECCOR instaurou o inquérito
policial com base nesses dados, iniciando a investigação (referente) entre os
anos de 2015 e 2019”, disse o delegado Juliano de Medeiros Ferronato, titular
da 1ª Delegacia de Combate ao Crime Organizado (1ª DECCOR), na coletiva de
imprensa realizada para explicar a operação.
Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar no Recife,
em Jaboatão dos Guararapes e em Olinda. Os alvos são ou foram agentes públicos
e atuaram com o ex-parlamentar suspeito no período em que os desvios teriam
sido realizados. Também foi decretada indisponibilidade dos bens dos
investigados, expedida pela Diretoria Criminal do 2º grau, órgão especial do
Tribunal de Justiça de Pernambuco.
FONTE: FOLHA PE.