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A defesa do diretor de um colégio privado do Recife investigado por pornografia infantil e a instituição de ensino vinculada a ele se pronunciaram após a repercussão do caso divulgado pela Polícia Civil de Pernambuco nesta semana.
Em nota enviada à Folha de Pernambuco, o advogado Josemar de Andrade alega a inocência do cliente Bruno César Pohlmann Batista e afirma que ele está à disposição das autoridades judiciais para o trâmite legal do processo.
"É fundamental registrar que o inquérito policial é classificado como sigiloso. Desse modo, todas as informações devem permanecer em estrito sigilo para evitar qualquer prejuízo à correta elucidação dos fatos e exposição indevida, razão pela qual a defesa está impedida legalmente de prestar maiores detalhes ou esclarecimentos públicos sobre as investigações no presente momento", destaca a nota.
Por tramitar em segredo de Justiça, os nomes e detalhes do caso e dos envolvidos não foram divulgados oficialmente, mas, após repercussão, o Colégio Cristão do Recife, vinculado ao homem, emitiu nota em uma rede social.
"A instituição de ensino repudia as informações recentemente veiculadas, por serem precipitadas e desprovidas de qualquer conclusão oficial. Esclarece que os fatos mencionados encontram-se em apuração, não havendo qualquer conclusão até o momento", informa o comunicado.
A nota do colégio ressalta, ainda, que a divulgação de acusações sem a devida verificação causa danos indevidos e atinge não apenas os envolvidos, mas toda a comunidade escolar.
"As medidas legais cabíveis já estão sendo adotadas. A escola segue funcionando normalmente, reafirmando seu compromisso com a segurança, o respeito e a qualidade do ensino", afirma a nota.
O caso veio à tona na segunda-feira (13), quando a PCPE emitiu um comunicado à imprensa informando que um homem de 48 anos, dono e diretor de um colégio privado na Zona Sul do Recife, estava sendo investigado desde julho de 2025.
A corporação destacou que concluiu o inquérito policial e indiciou o homem por pornografia infantil, e que após a conclusão das investigações, por meio da Delegacia de Boa Viagem, o processo foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
FONTE: FOLHA PE.