Publicada em 27/04/2026 às 11h22.
Governo toma decisão sobre uso do FGTS para pagar dívidas; veja
A principal barreira encontrada foi de natureza jurídica, o que dificultou a implementação da medida envolvendo o FGTS.

Foto: Divulgação. 


 Após semanas de debates internos, o governo federal decidiu abandonar a proposta que permitiria aos trabalhadores utilizarem recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para reduzir ou quitar dívidas. Em vez disso, a estratégia agora é concentrar esforços em uma nova fase do programa Desenrola, voltado à renegociação de débitos.


A principal barreira encontrada foi de natureza jurídica, o que dificultou a implementação da medida envolvendo o FGTS. Diante desse cenário, a equipe econômica passou a avaliar alternativas mais viáveis para atender à população endividada. A decisão final ainda está sendo consolidada, mas deve ser definida em breve. A expectativa é que isso ocorra na próxima segunda-feira (27), durante uma reunião em São Paulo entre o ministro da Fazenda, Dario Duringan, e representantes dos principais bancos do país.


A aposta na ampliação do Desenrola surge como uma tentativa de aliviar a situação financeira das famílias brasileiras, especialmente em um contexto de juros elevados e crescimento do endividamento. Um levantamento do instituto Datafolha indica que dois em cada três brasileiros possuem algum tipo de dívida, o que reforça a necessidade de medidas voltadas à renegociação.


O programa Desenrola foi uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 e segue sendo tratado como uma iniciativa relevante nos primeiros anos de seu governo.


Além do aspecto econômico, a decisão também carrega implicações políticas. Após medidas adotadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo estabeleceu como prioridade, para o primeiro semestre, o apoio às famílias endividadas — informação divulgada pelo blog do jornalista Valdo Cruz.


Nesse contexto, Lula solicitou ao Ministério da Fazenda a elaboração de propostas para facilitar o refinanciamento das dívidas da população. A iniciativa também tem peso eleitoral, especialmente em um momento de queda na aprovação do presidente. A preocupação é evitar alta da inflação durante o período de campanha e reduzir a insatisfação das famílias com a dificuldade de fechar o orçamento mensal.



FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.




               

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