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Pernambuco
lidera o ranking de adoções registradas no Nordeste. Segundo dados do Sistema
Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
o estado contabilizou, em 2025, 216 adoções formalizadas, de um total de 4.971
na região.
Entre
todas as unidades federativas, Pernambuco figa como o sétimo estado com mais
processos concluídos no período. Mas os números também evidenciam um desafio
persistente: enquanto a maioria dos pretendentes busca crianças na primeira
infância, adolescentes seguem entre os perfis menos procurados para adoção.
Celebrado
nesta segunda (25), o Dia da Adoção reforça a importância da convivência
familiar para crianças e adolescentes, e convida à reflexão sobre o amor, o
acolhimento e o direito à família. Atualmente, 32.060 pretendentes cadastrados
estão ativos e habilitados para adoção no país, enquanto 6.234 crianças e
adolescentes encontram-se disponíveis a um novo lar.
O
SNA/CNJ mostra, ainda, que a preferência dos pretendentes à adoção no país é
concentrada na primeira infância, com maior interesse na faixa de 2 a 4 anos,
seguida pelas crianças de 4 a 6 anos, até os menores de até 2 anos. O interesse
dos habilitados começa a diminuir progressivamente após a primeira infância,
com o cenário mais crítico para os maiores de 16 anos – jovens entre 14 a 16
anos somam apenas 82 pretendentes.
Adoção
de adolescentes
Em
Pernambuco, o perfil das adoções segue a mesma tendência observada
nacionalmente, de acordo com o CNJ. A partir disso, o desafio de ampliar a
sensibilização para adoções de crianças mais velhas e para o acolhimento de
adolescentes fica evidente.
No estado, a preferência dos candidatos habilitados também se concentra na primeira infância. Em contrapartida, a procura despenca entre adolescentes: apenas 0,22% dos pretendentes têm interesse na faixa de 12 a 14 anos (2 cadastros), mesmo percentual para jovens de 14 a 16 anos. Para maiores de 16 anos, há somente um cadastro ativo de interesse no estado.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.