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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou três procedimentos investigativos para apurar denúncias de irregularidades estruturais, sanitárias e assistenciais nos hospitais da Restauração (HR), Geral de Areias e Agamenon Magalhães, todos localizados no Recife. A decisão foi tomada na última quarta-feira (17) após denúncias sobre problemas que comprometem o funcionamento das unidades da rede estadual de saúde.
Segundo o MPPE, as investigações buscam esclarecer relatos de desabamento de forro no sétimo andar do Hospital da Restauração, falhas no funcionamento de elevadores, superlotação, além de contaminação por roedores e fungos nos hospitais Geral de Areias e Agamenon Magalhães.
As apurações são conduzidas pela promotora de Justiça Eleonora Marise Silva Rodrigues e tiveram como base uma denúncia apresentada no mês passado por deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), liderados pelo deputado Rodrigo Mota de Farias.
De acordo com o Ministério Público, os parlamentares entregaram documentos internos do Sistema Eletrônico de Informações do Estado (SEI-PE), produzidos entre novembro de 2025 e maio de 2026, que apontam uma série de problemas nas unidades hospitalares.
A denúncia também cita supostas irregularidades no Hospital Ulysses Pernambucano, relacionadas à presença de cupins e reações alérgicas, além de desabamento de forros na UTI Neonatal do Hospital Barão de Lucena. Também foram questionados contratos de gestão firmados sem licitação no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, e em Unidades Pernambucanas de Atendimento Especializado (UPAEs).
O MPPE informou que essas últimas denúncias foram desmembradas para evitar sobreposição com investigações já em andamento. Os casos envolvendo o Hospital Ulysses Pernambucano e o Hospital Barão de Lucena permanecem em procedimentos específicos, enquanto as apurações sobre as UPAEs e o Hospital Mestre Vitalino foram encaminhadas às Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Capital, responsáveis pela análise.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) foi procurada para comentar as investigações, mas ainda não havia se manifestado.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.