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Foto: Divulgação.
A Renda Renascença foi reconhecida, por unanimidade, como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC). A aprovação ocorreu nesta quinta-feira (9), durante reunião ordinária realizada em Poção, no Agreste, município reconhecido como a Capital da Renda Renascença.
A decisão oficializa o reconhecimento de uma tradição artesanal transmitida entre gerações e reforça a importância histórica, cultural, social e econômica da renda para o estado. A votação teve parecer favorável de todos os conselheiros presentes e contou com a participação de autoridades municipais, que acompanharam a deliberação.
Segundo o coordenador da Comissão de Estudo do Saber Fazer da Renda Renascença e autor do pedido de registro, Lindenberg Filho, o reconhecimento representa mais do que um título simbólico. “É sobre valorizar uma arte que é passada de geração em geração, que foi e continua sendo um dos principais pilares econômicos e de sustento financeiro de Poção, transformando a realidade das famílias, tanto na área urbana quanto na zona rural do nosso município”, afirmou.
Com o registro, a expectativa é fortalecer as políticas públicas voltadas à preservação do saber tradicional, ao incentivo da produção artesanal e à valorização das rendeiras e demais profissionais responsáveis por manter viva a técnica. A atividade é considerada um importante elemento da economia criativa e da identidade cultural da região.
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Foto: Divulgação.
Para o presidente do CEPPC, Antiógenes Viana, a aprovação amplia a proteção institucional da manifestação cultural e reforça sua relevância para Pernambuco. Segundo ele, a partir da deliberação, a Renda Renascença passa a integrar oficialmente o conjunto dos patrimônios culturais imateriais do estado, ao lado de manifestações já reconhecidas, como o Frevo, o Maracatu e a Feira de Caruaru.
Tradicionalmente associada a Poção, a Renda Renascença é uma das principais expressões do artesanato pernambucano e tem papel fundamental na geração de renda para centenas de famílias da região. O reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial busca garantir a preservação desse conhecimento e incentivar sua continuidade para as futuras gerações.
FONTE: G1 CARUARU.