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A
construção da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco avançou mais uma etapa com
a contratação da empresa que ficará responsável por elaborar o projeto
executivo e concluir as obras de infraestrutura de um trecho de 73,3
quilômetros entre os municípios de Custódia e Arcoverde, no Sertão do estado.
O
contrato, no valor de R$ 312,8 milhões, foi firmado entre a Infra S.A., empresa
pública vinculada ao Ministério dos Transportes, e o Consórcio ACA
Transnordestina. A formalização foi publicada no Diário Oficial da União, na
última quarta-feira (22), e tem vigência de 57 meses.
Nesta fase, caberá ao consórcio elaborar o projeto executivo, documento que reúne os cálculos, especificações e soluções técnicas que orientarão a execução da obra, e concluir os serviços de infraestrutura remanescentes do chamado lote SPS 04.
O escopo inclui atividades como terraplenagem e a construção das chamadas obras
de arte especiais, categoria que abrange estruturas como pontes e viadutos.
O
trecho integra a ligação ferroviária entre Salgueiro e o Porto de Suape,
considerada estratégica para ampliar a capacidade logística do Nordeste. A
expectativa é a de que, quando concluída, a ferrovia reduza a dependência do
transporte rodoviário para longas distâncias, diminua os custos de frete e
facilite o escoamento da produção agrícola, mineral e industrial até o litoral
pernambucano.
A assinatura do contrato ocorre após o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar o prosseguimento das etapas administrativas do empreendimento, incluindo a contratação dos serviços e o desenvolvimento do projeto executivo.
A decisão representa um avanço para o cronograma da ferrovia, embora a execução
das obras físicas ainda dependa do cumprimento das etapas técnicas e das
autorizações previstas pelos órgãos de controle.
Como
parte desse processo, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste
(Sudene) elaborou um estudo técnico encaminhado ao TCU para subsidiar a análise
do empreendimento. O levantamento estima que o trecho tenha capacidade para
movimentar entre 18 e 24 milhões de toneladas de cargas por ano.
O
estudo também calculou um Valor Social Presente Líquido (VSPL) de R$ 4,76
bilhões. O indicador estima, em valores atuais, os benefícios econômicos e
sociais que o projeto pode gerar ao longo de sua vida útil, considerando
fatores como ganhos logísticos, redução de custos de transporte e impactos
sobre a economia regional.
Segundo
o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, a ferrovia poderá ampliar a
integração logística do Nordeste ao conectar áreas produtoras ao Porto de
Suape, fortalecendo cadeias produtivas e criando melhores condições para o
desenvolvimento econômico da região.
Considerada um dos principais projetos de infraestrutura em andamento no Nordeste, a Transnordestina é apontada como uma obra estratégica para ampliar o transporte ferroviário de cargas, aumentar a competitividade da produção regional e fortalecer a integração entre o interior e os portos da região.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.