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Pela oitava
edição seguida, o título da Supercopa da Europa termina com o ganhador da
Champions League. Desta vez, com um bicampeão. Detentor do troféu, o Paris
Saint-Germain desbancou mais um rival inglês para largar a atual temporada como
a passada, dando a volta olímpica. Nesta quarta-feira, fez 2 a 1 em um
empolgado Aston Villa, em Salzburg, na Áustria, repetindo o feito de 2025,
quando bateu o Tottenham nos pênaltis.
Escolhido pelos companheiros de PSG para ser o
candidato do clube à Bola de Ouro da temporada passada, Kvaratskhelia abriu o
marcador na Red Bull Arena.
O jovem Madjo deixou tudo igual ainda na primeira
etapa para os vencedores da Europa League. Doué decidiu após segundos de
apreensão com o VAR validando seu gol inicialmente anulado por impedimento pelo
auxiliar.
Foi a 13ª taça da forte equipe francesa sob o
comando do espanhol Luis Enrique. Para o capitão Marquinhos, um feito difícil
de ser somado no planeta. No PSG desde 2013/14, o brasileiro somou sua 40ª taça
no clube e a 43ª da carreira, superando o lateral-direito Daniel Alves, que
tinha 42. Apenas o argentino Messi, com 46, tem mais conquistas.
Equipe titular
pela primeira vez em primeiro tempo de alto nível
Atual detentor da taça da Supercopa, o bicampeão
da Liga dos Campeões entrou em campo em Salzburg como favorito e com suas
principais estrelas escaladas, exceção de Dembélé, no banco de reservas. Luis
Enrique já havia dito na véspera que utilizaria os titulares pela primeira vez
pregando total respeito à disputa que abre a temporada europeia.
Do lado inglês, de olho em uma taça que ergueu no
longínquo ano de 1982, o técnico Unai Emery tinha uma equipe bastante
modificada e com o volante brasileiro João Gomes entre os titulares. A
principal ausência era o goleiro argentino Dibu Martínez, descansando após o
vice da Copa do Mundo diante da Espanha.
Banido de apitar na Copa do
Mundo, o árbitro somali Omar Artan foi o escolhido pelo Uefa para a decisão,
após a frustração de ser impedido de entrar nos Estados Unidos, como
reconhecimento de sua excelência na profissão.
Carente de ritmo, os jogadores do PSG admitiam que podiam sofrer com o físico e
realmente demoraram para mostrar toda a qualidade que rendeu o bicampeonato da
Champions. Camara foi quem deu o primeiro susto na partida, em batida raspando
a trave de Safonov O Aston Villa é quem se portava mais no ataque e tentava
propor o jogo.
O time francês demorou a chegar, mas quando o fez foi fatal. Primeiro com Doué
parando em milagre de Bizot, e, na sequência da jogada, após a zaga não
conseguir afastar o perigo, com o astro Kvaratskhelia colocando 1 a 0 no
placar. O georgiano recebeu pela esquerda, cortou para o pé direito e soltou a
bomba, no ângulo.
Com o passar do tempo, o PSG cresceu uma enormidade em campo e já era o senhor
da partida. Kvaratskhelia pediu uma penalidade por empurrão. Nada. Já o
cruzamento de Nuno Mendes passou por três jogadores dentro da área sem que
alguém desviasse às redes e ampliasse o marcador.
Os franceses, contudo, se retraíram para levar a vantagem ao descanso e pagaram
caro com novo crescimento dos ingleses. O jovem estreante Madjo, de 17 anos,
infernizava a defesa francesa e precisou de cinco oportunidades para anotar o 1
a 1. A primeira cabeçada passou raspando e a segunda foi pelo alto. O
centroavante ainda bateu forte para fora e carimbou a trave. De tanto insistir,
deixou sua marca já nos acréscimos.
Doué decisivo após consulta ao VAR
Luis Enrique teve de se render a Dembélé, lançando seu goleador após o
intervalo. Não imaginava levar sufoco após abrir o marcador e ainda viu Safonov
fazer grande defesa para evitar a virada logo na largada da etapa final.
Em trama pela direita com Dembélé e Hakimi, Doué fez o segundo do PSG aos 15
minutos. Mas o auxiliar anotou impedimento. Após alguns segundos de apreensão,
o VAR confirmou o lance, para festa dos franceses.
Acostumado a ganhar taças na Europa, Unai Emery trocou peças, tirou o
brasileiro João Gomes e colocou o Aston Villa ainda mais no ataque. O time até
chegou com perigo, mas parou em Safonov ou pecou na hora do toque final para
buscar o 2 a 2. O PSG não aproveitou as falhas na saída de bola dos ingleses,
viu Dembélé finalizar muito longe do alvo, sozinho, mas conseguiu segurar a
vantagem e festejou nova largada festiva em uma temporada.
FONTE: FOLHA PE.