Publicada em 14/10/2026 às 09h54.
Justiça decide soltar acusados pela morte do ex-vereador Ezinho Construção em Alagoinha
Marcos de Esmeralda, apontado pelo Ministério Público como possível mandante do assassinato de Ezinho Construção, volta ao Legislativo municipal com tornozeleira eletrônica, segundo advogados da família da vítima.

Foto: Divulgação.    


 A Justiça determinou a soltura dos investigados pelo assassinato do vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como "Ezinho Construção", em Alagoinha, no Agreste de Pernambuco. A decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) foi proferida na sexta-feira (9).


Com a decisão, o vereador suplente Marcos André dos Santos, conhecido como "Marcos de Esmeralda", voltou a exercer o mandato na Câmara Municipal, sob monitoramento eletrônico, segundo informações dos advogados que representam a família da vítima.


De acordo com o advogado Weryd Simões, que atua na assistência de acusação, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a autoridade policial responsável pela investigação e a família da vítima haviam se manifestado contra a soltura dos investigados.


Ezinho Construção foi assassinado a tiros na manhã de 26 de abril de 2025, em Alagoinha. Na época da investigação, a Polícia Civil apontou o vereador Marcos de Esmeralda como possível mandante do crime.


A principal hipótese investigativa era a de que o homicídio teria sido encomendado para que o suplente assumisse a vaga ocupada pela vítima.


A Polícia Civil de Pernambuco informou que o inquérito policial foi concluído e remetido ao Ministério Público.


O g1 procurou a defesa dos investigados para comentar a decisão judicial, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O Tribunal de Justiça de Pernambuco também foi procurado, mas não se posicionou até a publicação.


Prisão dos investigados


Em entrevista concedida ao g1 quando os investigados foram presos, o delegado Walkis Pacheco, responsável pela investigação, afirmou que Marcos de Esmeralda e a esposa, Roseni Patricia de Moraes, não eram apontados como participantes diretos da execução, mas teriam interferido no andamento das apurações, conforme os elementos reunidos pela polícia naquele momento.


Ainda segundo o delegado, Ruben Nelson Alves de Oliveira era apontado como possível intermediador da contratação do executor. Na ocasião, o delegado afirmou que testemunhas relataram que Ruben comentava sobre trazer uma pessoa de São Paulo para matar a vítima.


Ezinho Construção


Ezinho, como era conhecido na cidade, tinha 48 anos, era empresário e exercia o primeiro mandato como vereador pelo partido Podemos, tendo sido eleito nas eleições municipais de 2024, segundo o portal de divulgação de candidaturas e contas eleitorais.



FONTE: G1 CARUARU.




 



              

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