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Familiares, amigos e moradores de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, realizam nesta quinta-feira (15) uma manifestação por justiça pelo assassinato do ex-vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como Ezinho Construção. O ato está marcado para as 9h, com concentração em frente à loja da vítima.
A mobilização ocorre seis dias após a Justiça determinar a soltura dos acusados pelo homicídio. Com a decisão, o vereador suplente Marcos André dos Santos, conhecido como Marcos de Esmeralda, voltou a exercer o mandato na Câmara Municipal sob monitoramento eletrônico, segundo os advogados que representam a família da vítima.
Marcos é apontado pela investigação policial como possível mandante do assassinato. A principal linha investigativa indica que o crime teria sido motivado pelo interesse em assumir a vaga ocupada por Ezinho no Legislativo municipal. As acusações ainda dependem do julgamento do processo criminal.
Família contesta soltura dos acusados
Em
nota encaminhada à imprensa, a família de Ezinho Construção manifestou
preocupação com a decisão judicial, proferida em 9 de outubro de 2026. De
acordo com a assistência de acusação, o Ministério Público de Pernambuco
(MPPE), a autoridade policial responsável pela investigação e os familiares
haviam se posicionado contra a soltura.
A
defesa da família também informou que pedidos anteriores de habeas corpus
apresentados pelos acusados haviam sido negados pelo Tribunal de Justiça de
Pernambuco (TJPE).
A decisão mais recente, conforme os advogados, permitiu que os investigados respondessem ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares, entre elas o monitoramento eletrônico. A família afirma respeitar a decisão judicial, mas pretende continuar cobrando esclarecimentos e responsabilização dos envolvidos, caso as acusações sejam comprovadas.
Prisões ocorreram em junho
Ezinho Construção foi assassinado a tiros na manhã de 26 de abril de 2025, em Alagoinha. O crime mobilizou a população local e deu início a uma investigação da Polícia Civil de Pernambuco.
Em 3 de junho de 2026, três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no homicídio: Marcos de Esmeralda, a esposa dele, Roseni Patrícia de Moraes, e Ruben Nelson Alves de Oliveira.
De acordo com as informações divulgadas durante a investigação, Marcos era apontado como possível mandante, enquanto Ruben seria suspeito de intermediar a contratação do executor. Roseni também foi investigada por possíveis interferências nas apurações, conforme declarações da autoridade policial à imprensa.
A Polícia Civil informou que concluiu o inquérito e o encaminhou ao Ministério Público. A soltura dos acusados não encerra o processo criminal, e a responsabilidade de cada um deverá ser definida pela Justiça.
Manifestação está marcada para as 9h

Foto: Divulgação.
O ato desta quinta-feira pretende manter o caso em evidência, homenagear a memória do ex-vereador e cobrar respostas das autoridades. A mobilização é divulgada com mensagens como “Alagoinha é uma só voz: por justiça!” e “Justiça é o que queremos!”.
A família afirma que não desistirá de buscar justiça pelo assassinato. A manifestação deve reunir pessoas próximas à vítima e moradores que acompanham o caso desde abril de 2025.
FONTE: PANORAMAPE.