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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a chamada escala 6x1 de trabalho foi aprovada no Senado, na noite desta quarta-feira, com 75 votos a favor e apenas um contrário, em dois turnos.
O único parlamentar a se posicionar em oposição à pauta foi Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que se somou à abstenção do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que usualmente não se posiciona em sessões do gênero, além de cinco ausências.
Mourão foi vice-presidente durante a passagem
de Jair Bolsonaro (PL) pelo Planalto, entre 2019 e 2022. Durante a gestão do
ex-mandatário, porém, acumulou rusgas com o bolsonarismo, o que o levou a ser
rifado do posto na disputa pela reeleição, sendo substituído pelo também
general Braga Netto.
A decisão de Flávio foi anunciada na terça-feira, após uma visita ao pai, e representou uma mudança em relação ao discurso adotado pelo candidato desde o início da tramitação da PEC. Até então, o senador evitava assumir um compromisso com a aprovação da medida, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, estabelece dois dias de descanso e proíbe a redução salarial.
"A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6x1. Então, eu vou votar a favor do fim da 6x1. Só que a gente defende algo ainda melhor", afirmou Flávio na terça-feira.
A mudança ocorreu a menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e depois de o tema ganhar espaço na disputa entre os dois candidatos. Lula passou a cobrar publicamente uma posição do adversário, enquanto integrantes da oposição tentavam adiar a votação para depois das eleições, sob o argumento de que a proposta estava sendo usada eleitoralmente pelo governo.
FONTE: FOLHA PE.