Publicada em 04/07/2016 às 11h31.
Consórcio alvo da Lava Jato pagou R$ 39 milhões em propina
Operação Abismo cumpre 35 mandados judiciais em SP, RJ e DF. Parte do desvio foi para políticos ligados ao PT e funcionários da Petrobras.

Alvo da 31ª fase da Lava Jato, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 39 milhões em propina para conseguir um contrato na Petrobras, informou o procurador da República Julio Carlos Motta Noronha nesta segunda-feira (4). O grupo de empresas construiu o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro.


O grupo de empresas assinou, em 2008, o contrato para a construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), R$ 18 milhões foram pagos para que a WTorre saísse da disputa.


"Um contrato que com começou com valor de R$ 850 milhões terminou com valor superior a R$ 1 bilhão", disse o procurador da República.


Para dos recursos desviados foram repassados para funcionários da Petrobras, da diretoria de Serviços, além de operadores e agentes políticos ligados ao PT, segundo as investigações.


Um dos alvos é o ex-tesoureiro do PT Paulo Adalberto Alves Ferreira, que está detido desde 24 de junho, quando foi alvo da Operação Custo Brasil, que investiga fraudes no crédito consignado de servidores públicos.


Segundo o MPF, Alexandre Romano, que é ex-vereador da cidade de Americana pelo PT, confessou ter repassado mais de R$ 1 milhão do Consórcio Nova Cenpes para o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, por meio de contratos simulados. As contas de uma escola de samba e de um blog, entre outras, foram usadas para a realização dos repasses.

 

G1

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