Mesmo respeitando o imponderável apaixonante do futebol, o título da coluna expressa o que me parece uma realidade indesmanchável na semifinal da Libertadores em que há um time brasileiro envolvido. O São Paulo perdeu merecendo no Morumbi, embora tenha criado duas chances, uma em cada tempo, quando o jogo ainda estava 0x0 e havia onze jogadores de cada lado. Acontece que o Atlético Nacional de Medellin criou o dobro de oportunidades e converteu duas.
Com os dois times completos, os colombianos já tinha levado perigo a Dênis com direito à bola no travessão. Após o destempero de Maicon e sua consequente expulsão, o time de Reinaldo Rueda sobrou demais. Pode-se argumentar que Baúza poderia ter refeito sua zaga fazendo entrar Lugano em lugar de um atacante. Apostou numa recomposição com quem já estava em campo, deu errado. O Atlético fez seus dois gols por dentro, onde faltava um defensor. É verdade, porém, que também por dentro havia criado chance de fazer gol antes da expulsão de Maicon.
O professor Rueda adotou estratégia de risco ao deixar seu armador, Guerra, no banco de reservas. Preservava o cérebro do time para o jogo da volta, fê-lo entrar no segundo tempo e tudo melhorou para os visitantes. O 2x0 poderia ter sido 3x1 ou 4x2, ficou maravilhoso para os colombianos por não terem tomado gol fora de casa. O São Paulo só classifica se fizer três gols e tomar no máximo um, o que me parece improvável, daí o título do blog.
O Atlético Nacional de Medellin é o melhor time da Libertadores desde a primeira rodada da fase de grupos. Confirmando sua ida à final, esperará por Boca Juniors ou Independiente del Valle. Aposto meu engradado de água mineral que a decisão da Libertadores será entre colombianos e argentinos.
G1