Manifestantes começaram a desocupar o prédio do Ministério da Cultura, no Centro do Rio, por volta das 9h desta segunda-feira (25). Desde o início da manhã, o edifício Gustavo Capanema estava completamente cercado por agentes da Polícia federal. Mais cedo, uma tropa de choque de homens mascarados impedia que os manifestantes ocupassem o pilotis do prédio, que eles argumentam que é uma área pública.
Há mais de dois meses, cerca de 50 pessoas ocuparam o prédio, pedindo a saída do presidente em exercício Michel Temer, considerado um governo ilegítimo pelos ocupantes. Nesses mais de 60 dias, muitas atividades culturais aconteceram no Gustavo Capanema e artistas como Caetano Veloso, Seu Jorge e Lenine se apresentaram no local.

Os manifestantes afirmam que não vão deixar o prédio, que está ocupado por considerarem que o país sofre um golpe de Estado com a saída da presidente Dilma Rousseff.
O advogado dos manifestantes, Rodrigo Mondego, afirma que está do lado de fora e não consegue ter acesso ao prédio. "Eu cheguei há 40 minutos e pedi para entrar, enquanto advogado, e não me foi permitido o acesso com o argumento de que precisa de uma autorização superior que não chega. O superior é uma pessoa inacessível. A polícia federal está desrespeitando a lei".
De acordo com Modego, os manifestantes estão descendo para a área pública do prédio, que ele afirma que é pública e da qual eles não poderiam ser retirados. "O prédio e público e inclusive está exercendo sua função pública. Essa área era desabitada, com muitos assaltos", explicou Mondego.
Integrantes do Ocupa Minc afirmam que a saída do prédio é pacífica, mas que o grupo pretende permanecer no pilotis. Até a publicação desta reportagem, a Polícia Federal ainda não havia se pronunciado sobre a desocupação.
G1