Publicada em 28/07/2016 às 09h26.
Cabeça de detento é encontrada após rebeliões no presídio de Caruaru
Diretor da penitenciária não confirma número de presos decapitados.

A cabeça de um dos detentos decapitadosdurante a rebelião na Penitenciária Juiz Plácido de Souza foi encontrada na unidade prisional na manhã desta quarta-feira (27) em Caruaru, Agreste de Pernambuco. Duas rebeliões foram registradas na penitenciária: uma no sábado (23) e outra na segunda-feira (25). De acordo com a Polícia Militar, seis detentos morreram e 21 ficaram feridos.


Ao site, o diretor do presídio, Fábio Robson Duarte, confirmou que "a cabeça foi levada para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru. Ainda não temos como confirmar quantos presos foram decapitados", disse.


Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) informou em nota que, durante o mutirão de limpeza, "agentes penitenciários e reeducandos encontraram uma cabeça de um homem que pode ser de um dos corpos já recolhidos ao IML no sábado (23)".

 

 

Medidas após rebeliões


Após as duas rebeliões no presídio, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, anunciou medidas para a unidade. Em entrevista na última terça-feira (26), ele disse que um processo de licitação está aberto para a compra de bloqueadores de sinal de celular.


Ele afirmou que o presídio de Caruaru ainda tem sinal de celular. "A tecnologia anda na frente do processo licitatório. Todos os dias temos celulares novos", afirmou Pedro Eurico. Sobre a análise dos processos, 20 advogados foram contratados, conforme o secretários, para auxiliar no mutirão e agilizar a reavaliação das penas dos detentos.


O secretário detalhou que um concurso para agentes penitenciários está aberto e oferta - na primeira etapa - 200 vagas que devem ser preenchidas até o final do ano. Segundo ele, esta foi uma revindicação do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindasp). Pedro Eurico explicou que uma nova função entrará em vigor a figura do agente ressocializador, que dará apoio ao agente penitenciário.


Para Pedro Eurico, a convivência dos presos antes das rebeliões era "pacífica". "Infelizmente essa cadeia se rompeu. Rompeu-se porque chegaram alguns querendo praticar violência, praticar extorsão e cobrança ilegal de serviços", explicou.

Materiais recolhidos


Um grupo de presos auxiliou os agentes penitenciários no recolhimento de materiais ilegais que foram encontrados dentro do presídio. A ação ocorreu na manhã de hoje dentro da unidade prisional, após revista realizada na segunda-feira (25). Duas rebeliões deixaram seis mortos e 21 feridos no local, segundo a Polícia Militar.


 

A Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) determinou a transferência de 100 presos da unidade prisional. A Seres disse por meio de nota que, por questões de segurança, não pode informar para quais unidades os detentos estão sendo remanejados.

 

 

G1

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