Publicada em 28/07/2016 às 09h56.
Vigilância Sanitária interdita duas fábricas de cosméticos em PE
Produtos não tinham controle de qualidade nem poderiam ser rastreados.

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) interditou duas fábricas de cosméticos no Grande Recife. De acordo com a Portaria 008/2016, publicada no Diário Oficial de Pernambuco desta última quarta-feira (27), as duas empresas, uma em Olinda e a outra emIgarassu, descumpriam normas essenciais de boas práticas de produção estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por isso, xampus, condicionadores e cremes para cabelo foram considerados de alto risco para a saúde dos consumidores.

A medida da Apevisa tem prazo de validade de 90 dias. Nesse período, as fábricas não poderão colocar no mercado nenhum dos produtos. Além disso, as empresas poderão até perder o direito de voltar a funcionar. Isso ocorrerá caso elas não cumpram as normas básicas e sigam as normas de interesse sanitário.


Na empresa de Olinda, responsável pela produção da linha Megaline, os agentes da Apevisa detectaram a produção sem controle de qualidade e sem rastreabilidade. “Isso significa dizer que, além de não sabermos o que existia nos produtos, também não era possível identificar para quem eles entregavam as mercadorias”, afirmou o gerente-geral da agência, Jaime Brito.


Em nota, a diretoria da fábrica localizada em Olinda explicou que está transferindo a produção para uma empresa terceirizada "em virtude da dificuldade de adequação da aludida unidade fabril de Olinda às mais recentes normas das agências reguladoras". O texto aponta ainda que não vai retomar as atividades no município e que "a nova fábrica, em Jaboatão dos Guararapes, atende e excede a todas as determinações da Anvisa e Apevisa, inclusive no que tange aos aspectos da rastreabilidade e do controle de qualidade".


Na fábrica de Igarassu,  que usa o nome de fantasia Jady, o problema era a falta de autorização para o funcionamento. Nem a Anvisa nem a Apevisa emitiram certificados para liberar a produção de cosméticos. A empresa chegou a funcionar, há alguns anos, em Abreu e Lima, no Grande Recife, e fechou.

Depois, o dono reabriu com o mesmo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), em Igarassu, município vizinho, mas nunca comunicou oficialmente. Além disso, o material produzido é considerado o segundo da lista de maior risco ao consumidor, perdendo apenas para os medicamentos. “Colocar um cosmético desse no rosto ou no cabelo poder provocar um grande prejuízo para a saúde”, atesta Jaime Brito.

 

 

G1

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