“Pelo que consta nas narrativas bíblicas, Maria concebeu do Espírito Santo. Jesus não é filho de José. Então já começa aí uma família não tradicional formada por uma mulher que engravidou do Espírito Santo e o filho foi criado por um homem que não era necessariamente pai dele. Então mesmo na narrativa bíblica esse projeto não encontra amparo. A diversidade de arranjos familiares já estava presente ali”, argumentou.
O parlamentar afirmou que, com o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara, projetos como o Estatuto da Família tinham mais espaço na Casa. “Contavam com a audácia de Eduardo Cunha”, afirmou, acrescentando que o peemedebista fazia interpretações próprias do regimento interno. “Se o projeto não foi aprovado na gestão de Eduardo Cunha, agora ele tem menos chance”, opinou.
Jean Wyllys avalia, porém, que a bancada conhecida como BBB – da Bala, da Bíblia e do Boi – não é enfraquecida com a renúncia de Cunha à presidência da Câmara. Segundo o deputado do PSOL, a direita tradicional, citada por ele nos partidos PPS, PSDB e DEM, tem ampla maioria na Casa e, assim, poder nas votações.
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