Publicada em 29/07/2016 às 14h28.
Obesidade afeta 3% da população mundial
Cer­ca de 118 milhões dos obesos vivem nos EUA, Reino Unido, Irlanda, Austrália e outros países.

“Em 40 anos, passamos de um mundo on­de as pessoas obesas são mais do que aquelas que estão com baixo peso”, disse o profes­sor Majid Ezzati, do Impe­rial College de Londres, que coordenou o estudo divulga­do na revista médica britânica The Lancet. Segundo o es­tu­do, um em cada oito adultos é obeso, número que mais do que duplicou desde 1975 e que deve aumentar pa­ra um em cada cinco até 2025.


O trabalho, considerado um dos mais abrangentes fei­­tos até agora, teve como ba­se dados de cerca de 19 milhões de pessoas com 18 anos ou mais, residentes em 186 países. O coordenador do levantamento alertou para a ameaça de uma crise de “o­be­sidade severa” e de doenças provocadas pelo alto teor de gordura, de dietas ricas em açúcar, que provocam aumento da tensão arterial e do colesterol. “Haverá consequên­cias para a saúde de uma magnitude que não sabemos”, afirmou Majid Ezzati.


O trabalho mostra ainda que nos homens a obesidade triplicou de 3,2% da população em 1975 para 10,8% em 2014 (cerca de 266 milhões de pessoas). Entre as mulheres, a obesidade cresceu de 6,4% em 1975 para 14,9% em 2014 (cerca de 375 milhões). Em 2014, as pessoas mais gordas do mundo viviam nos países da Polinésia e Micronésia, onde 38% dos homens e mais de metade das mulheres são obesos, revela o estudo. Cer­ca de 118 milhões dos obesos do mundo vivem nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Irlanda, Austrália, no Canadá e na Nova Zelândia. No outro extremo, segundo o estudo, o Timor-Leste, a Etiópia e a Eritreia são os países onde vivem as pessoas com menos peso.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou também que a epidemia da obesidade está ligada ao aumento da oferta de alimentos energéticos, com muitas calorias. O relatório analisou o aumento do suprimento de alimentos energéticos, isto é, com muitas calorias e a obesidade em 69 países de alta, média e baixa rendas.


A conclusão é que em 56 dessas nações houve uma alta tanto no fornecimento des­se tipo de comida como também no peso das pessoas entre 1971 e 2010.

Folha de PE
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