Publicada em 30/07/2016 às 08h53.
Time Brasil terá 23 atletas naturalizados nos Jogos Olímpicos
Vestidos de verde e amarelo, competidores de 13 países estão divididos em dez modalidades.

O Time Brasil vai para a disputa dos Jogos Olímpicos com o maior número de atletas naturalizados da história: 23. Os competidores, vindo de outros 13 países e que agora vestem verde e amarelo, estão divididos em 10 modalidades. Eles representam 4,9% da delegação brasileira.


De acordo com a reportagem, o polo aquático é a modalidade com mais naturalizados, são sete no total. Depois vem o hóquei sobre grama, com seis atletas de origem estrangeira.


Quatro atletas vieram dos Estados Unidos. É o caso de Isadora Cerrullo, do rugby, Rosângela Santos, do atletismo, Luisa Borges, do nado sincronizado e a velejadora Patrícia Freitas.


Em seguida, vêm vêm Holanda e França, com três, Inglaterra, Espanha e Itália, com dois. A lista ainda inclui o sérvio Slobodan Soro e o croata Josip Vrlic, do polo aquático. No entanto, o caso deles é controverso, pelo fato de os dois não ter relação com o Brasil, como por descendência, matrimônio, tempo de permanência. A dupla é contratada e recebe salários da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).


O aumento de estrangeiros no Time Brasil é consideravelmente grande. Em Londres-2012, somente o americano Larry Taylor, do basquete, e a mesa-tenista chinesa Lin Gui competiram pelo Brasil.


Mas o caso que mais se destaca nesse quesito é o de Rodrigo Pessoa, que nasceu na França, mas é filho de brasileiro. O cavaleiro foi ouro nos Jogos de Atenas, em 2004, e bronze em Atlanta, em 1996, e Sydney, em 2000.


"Eu sou jogador de polo aquático há 26 anos, toda a minha vida foi no polo aquático, joguei muito pela seleção sérvia, ganhei tudo que existe no mundo. Quando parei de jogar pela Sérvia, pensei: O que fazer mais?. Eu quero fazer alguma coisa pelo polo aquático, porque tudo que eu tenho na minha vida é por causa do polo. Tenho duas medalhas, em Pequim e em Londres, mas nunca joguei dentro de casa, agora vou jogar as Olimpíadas em casa, é uma coisa muito especial", disse ele em entrevista ao Globoesporte.com.


De qualquer modo, a delegação brasileira vai para os Jogos mais misturada do que nunca.

 

 

 

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