A nova legislação que proíbe as doações de empresas para os partidos políticos possivelmente deve gerar impacto nas eleições municipais deste ano.
Enquanto alguns partidos cogitam pedir doações nas redes sociais, a Folha de S. Paulo destaca que três tipos de candidatos serão beneficiados com a nova regra: aqueles que já têm mandato, aqueles capazes de financiar a própria campanha e os candidatos lançados por igrejas, sindicatos e estruturas com base eleitoral formada.
João Doria, candidato a Prefeitura de São Paulo, é um dos que tem vantagem sobre os demais. Doria possui capital próprio e popularidade. A nova legislação não estabelece limite para o autofinanciamento.
O candidato pelo PSDB bancou a pré-candidatura e deverá custear parte da campanha. Doria tem um patrimônio estimado em R$ 170 milhões e não revelou o valor da campanha, mas prevê orçamento de R$ 15 milhões.
Enquanto isso, Celso Russomanno, do PRB, também candidato à prefeitura de São Paulo, se beneficiará do mandato como deputado federal e da popularidade como apresentador de TV. Além disso, ele é considerado puxador de votos e pode ser recompensado com o repasse do Fundo Partidário. O diretório municipal espera receber R$ 5 milhões do nacional.
Os políticos avaliam que as campanhas ficarão mais baratas com a proibição de doações por empresas, mas isso pode estimular o caixa dois.
As campanhas também terão de ser mais rápidas, pois foi reduzida à metade a duração da campanha. Nesse sentido, aqueles que já possuem mandato devem se beneficiar do gabinete para reativar sua base e arrecadar fundos.
A reportagem explica ainda que pessoas físicas podem doar até 10% dos rendimentos declarados no ano anterior.
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