Publicada em 02/08/2016 às 08h36.
Juiz impede menina estuprada de abortar no México
Em manobra legal, juiz mudou caso para abuso sexual. Menina de 13 anos foi estuprada no estado mexicano de Sonora.

A manobra legal de um juiz do estado mexicano de Sonora (noroeste) impediu o aborto de uma menina de 13 anos, grávida depois de ter sido estuprada, embora o aborto esteja contemplado na lei em casos de estupro, denunciou na segunda-feira (1) a organização civil GIRE.


A menor, de uma família indígena, foi estuprada em maio passado por um homem próximo a sua família.


Embora tenha denunciado a agressão, as autoridades de saúde não forneceram as medidas de anticoncepção de emergência e, após a confirmação da gravidez, agora nega a ela o direito de abortar, disse à AFP Alex Alí Méndez, advogado do Grupo de Informação em Reprodução Escolhida (GIRE).


"O Ministério Público estabeleceu o caso como estupro, mas o juiz, em uma manobra legal, o mudou por abuso sexual, que é um crime menor. E assim nega a esta menina o direito ao aborto, que está permitido no código penal de Sonora em caso de estupro", detalhou Méndez.


Sobre o caso, Gilberto Ungson, secretário de Saúde de Sonora, disse à AFP que a classificação do crime foi responsabilidade do juiz e, por isso, o órgão está impossibilitado legalmente de cumprir com a solicitação de realizar o aborto.


De qualquer forma, Ungson explicou que várias instituições governamentais estão fornecendo "ajuda psicológica, legal e de proteção aos seus direitos".


G1

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