O caso Júlia fecha mais um capítulo de sua história. Após sequestrar a própria filha, a menina Júlia Cavalcanti de Alencar, de apenas um ano e nove meses, o engenheiro Janderson Rodrigo Salgado Alencar foi indiciado por reter a menor e poderá cumprir pena de dois a seis anos de reclusão. Decisão foi confirmada na última sexta-feira (29) e divulgada nesta segunda-feira (1º).
O crime cometido pelo engenheiro está previsto no Art. 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e confere “a subtração de criança ou adolescente ao poder de quem tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial, com o fim de colocação em lar substituto”. O laudo do exame de Júlia apontou apenas lesões provocadas por insetos.
Entenda o caso
No domingo, 10 de julho, a servidora pública Cláudia Rogéria Cavalcanti, de 42 anos, prestou queixa na Divisão de Desaparecidos do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente contra seu ex-marido, o engenheiro Janderson Rodrigo Salgado Alencar, por não ter devolvido a filha deles no sábado anterior (9 de julho) como estava previsto por ordem judicial.
A mãe da pequena Júlia ficou com a guarda da criança após o processo de separação não amigável que ocorreu em 2005. Desde o rapto, o pai passou a ser procurado pela polícia e a mãe comoveu centenas de pessoas após compartilhar o caso. Na internet foi criada uma página com o intuito de achar a criança e prender o sequestrador.
As buscas estavam concentradas no Norte do Brasil, onde o suspeito fugiu com Júlia. Janderson, de 29 anos, havia sacado R$ 400 mil e gastou parte desse dinheiro se deslocando com a menina. Ambos foram encontrados após cerca de 15 dias depois do desaparecimento da criança, no dia 23 de julho, na cidade de Santana, no sudeste do Estado do Amapá.
Folha PE