Policiais militares do posto do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas evitaram que uma mulher embarcasse na Rodoviária Novo Rio com uma criança de 11 anos na mala. Aos policiais, a mulher afirmou que, como o menor era morador de rua, ela decidiu levá-lo para criar em Curitiba.
Uma pessoa fez a denúncia aos policiais militares após ver uma mão pequena saindo da mala às 20h30 de segunda-feira (2). A partir daí, os agentes passaram a buscar alguém com as características descritas pelo denunciante no embarque e no desembarque. A mulher, identificada como Natasha Vitoriano, de 23 anos, foi presa por subtração de menor e levada para a delegacia. O ônibus para Curitiba sairia em poucos momentos, às 21h.
Questionada pelos policiais, a mulher confirmou que ia levar o menino para casa e disse que pretendia criá-lo. A criança foi encaminhada para o Conselho Tutelar.
"Ele me pediu ‘pelo amor de Deus, me adota’. E ele tem uma história de vida muito triste, se você perguntar ele vai te falar tudo. Ele apanhava. A mãe dele era dependente química. Ele foi adotado por uma família durante um ano, e a família largou ele na rua como se ele não fosse nada", disse a suspeita.
Natasha Vitoriano contou ainda aos policiais saber que "não escolheu a melhor forma" de adotar o menino.
Policiais chocados
Ao longo da manhã, PMs do policiais do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas da Polícia Militar do RJ (BPTur) falaram sobre o choque ao encontrar a criança na Rodoviária Novo Rio, um dos pontos considerados estratégicos na operação de segurança reforçada na cidade para a Olimpíada. De acordo com o com comandante do BPTur, Cel. Mauro Fliess, ele nunca viu algo semelhante em seus 25 anos como policial.
“Quando eu era criança tinha lendas urbanas, a loira do banheiro, mas nunca vi isso”, contou o PM.
G1