
Aproveitando as ações da Semana Mundial da Amamentação, a Secretaria Estadual de Saúde faz um apelo para a sociedade. É preciso receber mais doações para reforçar os estoques de leite materno nos quatro bancos administrados pelo governo de Pernambuco. A falta do produto pode prejudicar o atendimento de crianças internadas em unidades de terapia intensiva ou em atendimento em hospitais.
O banco de leite materno do Hospital Agamenon Magalhães, na Zona Norte do Recife, tem a pior situação. A unidade possui 15 litros estocados, mas utiliza dois litros por dia. Ou seja, essa quantidade é suficiente para apenas uma semana.
No interior pernambucano, o Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru, no Agreste, possui 10 litros e utiliza 1 por dia. O Hospital Dom Malan, em Petrolina, no Sertão, tem 25 litros e vem utilizando pouco mais de 2 litros por dia.
A melhor situação é o do Hospital Barão de Lucena, no Recife, que possui, atualmente, cerca de 30 litros em estoque. Por dia, a unidade utiliza, em média, 1 litro.
Como Fazer
Para fazer a retirada do leite, a indicação é que a mãe use um lenço para proteger a boca e a cabeça, além de higienizar as mãos antes de iniciar o processo. O produto deve ser armazenado em potes de vidro com tampa de plástico, como os de maionese ou café.
Basta levar uma panela com água ao fogo e quando começar a ferver, colocar os potes. Eles devem ser retirados de 15 a 20 minutos depois. O papel que vem na parte interna da tampa também precisa ser retirado antes de todo o processo. No vidro esterilizado, o leite ordenhado pode ser armazenado no freezer para que dure até 15 dias.
Campanha
A Semana Mundial de Aleitamento Materno tem ações previstas até domingo (7). O tema este ano é ‘Amamentação – Faz bem para o seu filho, para você e para o planeta’. A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou uma campanha voltada para a conscientização sobre a importância da doação de leite humano.
Com a campanha, a expectativa é que a quantidade de doações aumente e atinja a meta. A coordenadora de Aleitamento Materno da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Andréa Zacchê, afirma que o leite materno é essencial para a prevenção de várias doenças, especialmente as infecções respiratórias.
Segundo Andréa, a mãe passa uma imunidade para a criança para que, mesmo que ela adoeça, tenha num grau mais estável. A coordenadora explica que os bebês que tomam leite artificial, que não têm a proteção, acabam adoecendo com mais frequência, com evolução para pneumonia ou diarreia, chegando até a morte.
G1
























