Manifestantes se concentram na tarde desta sexta-feira (5) na Praça Sans Peña, na Tijuca, bairro da Zona Norte que fica nos arredores do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, onde ocorrerá a cerimônia de abertura da Olimpíada às 20h.
Os bloqueios das ruas no entorno do estádio começaram à 0h. O perímetro de interdição foi ampliado a pedido das forças de segurança, pois a organização terá o maior desafio de segurança e mobilidade da Olimpíada: transportar chefes de Estado do antigo Palácio do Itamaraty, no Centro do Rio, para o Maracanã, em um trajeto de quase cinco quilômetros.

O estádio receberá 80 mil pessoas - entre elas mais de 11 mil atletas e 45 chefes de Estado -, mas os reflexos devem ser sentidos desde cedo na cidade, principalmente no trânsito.

Familiares de PMs mortos fizeram ato no Maracanã
Mais cedo, um protesto de parentes de policiais mortos realizaram um protesto e caminharam em direção ao estádio.
Manifestantes caminharam em direção ao Maracanã por volta das 10h (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)No meio do percurso, o grupo chegou a ser impedido de passar pela via principal por causa das interdições para a cerimônia de aberta da Olimpíada no estádio do Maracanã.

No ato, viúvas fizeram oração e soltaram balões brancos manchados de tinta vermelha, simbolizando o sanguedas vítimas. Os balões carregava fotos dos PMs mortos. Quando chegaram no Maracanã, por volta das 11h, elas entregam flores e abraçam os PMs que estavam no entorno do Maracanã para a festa de abertura da Olimpíada.

"Meu marido era um homem de bem, trabalhava muito pra dar p mínimo de dignidade pra família dele. A filha dele tem 7 anos e ninguém nunca procurou. E agora? O que que eu faço? Ele morreu trabalhando dentro da favela do Jacarezinho", disse Josiane Modesto, viúva há oito meses de um PM da UPP do Jacarezinho.
G1