Joanna Maranhão teve a sua última chance nas Olimpíadas do Rio nesta terça-feira (9). A pernambucana precisaria bater o recorde sul-americano se quisesse se classificar para as semifinais dos 200m borboleta. Mas o resultado não veio. Nadando na raia 8, a nadadora encerrou sua participação no maior evento poliesportivo do planeta na 24ª posição geral, com a marca de 2min10s69.
No último sábado, Joanna caiu na piscina do Estádio Aquático pela primeira vez, nadando os 400m medley, sua prova preferida. Na ocasião, fez apenas o 15º tempo, com 4min38s. Já na segunda-feira (8), a recifense voltou para tentar uma semifinal nos 200m medley, mas cinco centésimos deixaram a atleta fora da classificação. A nadadora encerrou a prova com a marca de 2min136s06, ficando no 18º lugar no quadro geral.
"Sinceramente, me sinto muito jovem. Eu fechei os 400m medley melhor que uma menina dez anos mais jovem. Não estou com um corpo e uma cabeça de uma pessoa de 29 anos. E enquanto eu quiser nadar e acreditar que posso nadar, vou continuar vindo forte, brigando por uma semifinal, pelo meu melhor. Quem decide a hora de parar sou eu", disse Joanna, em entrevista a ESPN, ontem.
Ao final da prova desta segunda, a nadadora aproveitou para comentar sobre os xingamentos que vêm sofrendo em suas redes sociais nos últimos dias. "As pessoas não gostarem do meu rendimento é um direito delas. Nem todo mundo compreende a grandiosidade e a competitividade mundial da natação. Mas desejar que eu seja estuprada, que minha mãe morra, falar que a história da minha infância foi inventada para eu estar na mídia já é um pouco demais. Eu aguentei isso por muito tempo, mas paciência tem limite. Quando passa para a história da minha infância e entra no desrespeito com as mulheres, uma atitude tem que ser tomada", arrematou, para o Sportv.
Folha de PE