Publicada em 22/08/2016 às 09h34.
Samba, frevo e forró no final dos Jogos Rio-2016
Brasil encerrou melhor campanha da sua história, com o títu­lo da seleção masculina de vôlei, a 19ª medalha do País

 

Um dos momen­tos marcantes foi a apresentação de dançarinos, caracterizados como bonecos de barro do mestre Vitalino, de Caruaru.

Sob forte chuva, a cerimônia de encerramento dos Jogos Rio-2016 teve início às 20h de ontem. A festa colorida com mistura de ritmos marcou o fim do evento com o apagar da cha­ma olímpica, no estádio do Maracanã. Foram 19 dias de competição nas primeiras Olimpíadas da história da Amé­rica do Sul, 974 medalhas distribuídas e momentos de muita emoção que marcaram a história do esporte, com astros como Usain Bolt, Michael Phelps, Neymar ou Simone Biles brilhando.


 

Entre os artistas que se apresentaram, o maestro pernambucano Spock deu o tom comandando a orquestra de frevo. Compositores da região Nordeste, como Jackson do Pandeiro, também tiveram suas composições tocadas. Um dos momen­tos marcantes foi a apresentação de dançarinos, caracterizados como bonecos de barro (do mestre Vitalino, de Caruaru). Eles se apresen­taram ao som de Asa Branca, clássico da música nor­destina, composto por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.


O Brasil encerrou com cha­ve de ouro a melhor campanha da sua história, com o títu­lo da seleção masculina de vôlei, a 19ª medalha do País nes­ses Jogos disputados em casa. Espera-se que o mega-evento deixe um legado para as próximas gerações, promo­vendo uma nova cultura esportiva, despertando interesse para novas modalidades.


Muito além do aspecto esportivo, a ideia era realizar profundas mudanças para a cidade, o que foi apenas parcialmente alcançado, com a Baía de Guanabara ainda poluída e o sistema de transportes que ainda precisa ser testado em condições reais, fora do esquema de "feriados olímpicos".


Na cerimônia, um dos momentos mais esperados foi a passagem da bandeira olímpica para Tóquio, que sediará sua segunda Olimpíada em 2020, depois de receber o evento em 1964, e teve alguns minutos para dar um gostinho do que será visto daqui a quatro anos.


O vídeo que antecedeu a contagem regressiva da cerimônia voltou a mostrar imagens de Santos Dumont, que já tinha sido ‘protagonista’ da abertura, com sua mítica aeronave 14 Bis voando pelo estádio. O primeiro grande momento de emoção foi a interpretação de “Carinhoso”, de Pixinguinha e João de Barro, por Martinho da Vila.


O hino nacional também deixou o público arrepiado, com a bandeira trazida pela lenda viva do tênis Maria Esther Bueno, dona de 19 títulos de Grand Slams. O hino foi cantado por 27 crianças, representando os 26 Estados e o Distrito Federal, com luzes acendendo em cima de suas cabeças, formando as estrelas em cima de uma projeção da bandeira.


O palco recebeu os heróis dos Jogos, os atletas, ao som de “Tico-tico no fubá”. A Grécia, que deu origem aos Jogos, entrou primeiro, seguida do Brasil, liderado pelo porta-bandeira Isaquias Queiroz, primeiro atleta do País a conquistar três medalhas olímpicas em uma única edição dos Jogos, na canoagem.


Em cima da lona que cobria o gramado, todos dançavam frenéticamente ao som de ritmos tradicionais de todas as regiões do Brasil, com destaque especial para o frevo, misturados com a batida da música eletrônica.Depois das competições acirradas, os atletas eram só sorrisos, distribuindo beijinhos para o público e para as câmeras e se despedindo do Rio com sensação de dever cumprido.

 

FolhadePe

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