O ataque do Santa Cruz começou a Série A a todo vapor. Foram 11 gols marcados nas quatro primeiras rodadas – 10 deles divididos por Arthur, Keno e Grafite. Atualmente, o sistema ofensivo vive uma fase de seca. Maior nome da equipe, Grafite não marca há nove partidas. Problema compartilhado por quase toda a equipe. Nas últimas cinco rodadas do Campeonato Brasileiro, o Tricolor só vazou a defesa adversária em três oportunidades. Para ter uma ideia do problema coral, apenas o Atlético-PR tem números piores (dois gols em cinco jogos). Figueirense e América-MG, que estão na zona de rebaixamento, apresentam o mesmo retrospecto recente do Santa.
- A gente se cobra dentro de campo. É difícil passar jogos sem fazer gols, mas o mais importante é o time estar bem. Eu, Grafite e Pisano nos cobramos muito. Atacantes vivem de gol e essa cobrança vai acabar quando o primeiro sair - disse Keno.
O ataque do Santa Cruz é o quarto pior da Série A, com 22 gols marcados (Atlético-PR, Figueirense e América-MG são os três piores). Número que evidencia o problema coral. Isso porque, após marcar 11 vezes nos quatro primeiros jogos, o Tricolor precisou de 17 partidas para anotar os outros 11.
- Estamos criando muito. Contra o Sport foi assim também. Essa ansiedade atrapalha. Estamos finalizando, chegando, mas eu creio que daqui a pouco a bola vai entrar. Não é possível que a gente vá seguir criando e nada aconteça. Temos jogadores experientes lá na frente, que sabem o que fazer - disse o volante Uillian Correia.
Se o Santa Cruz tem um dos piores ataques das últimas cinco rodadas, o Cruzeiro, adversário deste domingo, tem o melhor. Nos últimos cinco jogos, a Raposa marcou nove vezes, assim como o Atlético-MG e mostra que vem em ascensão. O provável time do Santa para a partidas das 11h, no Mineirão, terá Tiago Cardoso; Léo Moura, Luan Peres, Danny Morais e Allan Vieira; Derley, Uillian Correia e João Paulo; Pisano, Keno e Grafite.
Globo Esporte